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 ESPAÇO CULTURAL

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AutorMensagem
Longair



Número de Mensagens : 402
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sex 19 Jan - 14:00

mas e kultura tb na é culinaria, receitas, doces Smile
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sex 19 Jan - 15:20

LOL. Com toda a razão caro Longair. A Culinária e sua tradição, conta-nos a história de cada uma das regiões.
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sab 20 Jan - 13:19

Caro Longair,cá lhe faço a vontade,deixo-lhe aqui uma receita de bolo mágica que me foi dada por uma amiga estudiosa destas coisas do paganismo...não sei se é bom,ou se sai bem,pois ainda não o experimentei:

Bolo de Limão da Morgana

ingredientes:
8 ovos
4 xícaras de açucar mascavado
2 xícaras de farinha comum
2 xícaras de farinha integral
2 xícaras de leite
Casca ralada de 2 limões
1 xícara de óleo de gergelim
1 colher de chá de fermento
1 pitada de cardamomo
1 xícara de passas
1/2 xícara de amêndoas
1 pitada de pétalas secas de rosas

Bolo propício para a sedução,deve ser preparado na lua-cheia.A autora dá a dica de queimar pétalas num incenso feito com rosas,4 dentes de cravo e 2 folhas de louro.
Depois do bolo estar pronto,a autora sugere que sirva o bolo numa mesa com toalha cor-de-rosa clara,ornada com orquídeas e/ou rosas.
Se preferir pode colocar sobre a mesa uma cesta com maçãs vermelhas.
Enquanto prepara a receita,concentre-se e dedique-o a Morgana.

Bata o açúcar com o óleo.Junte os ovos,depois de bater bem,acrescente as farinhas,o fermento e o leite.
Continue batendo,junte os demais ingredientes e leve ao forno.

Bom apetite e bons augúreos
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sab 20 Jan - 14:03

Caro Nuno,sempre com belos poemas,desta vez do grande Aleixo,um poeta muito sentido e que como dizes é uma lição de vida,é lindo...

Passo a transcrever de Antero de Quental

Ad Amicos

Em vão lutamos.Como névoa baça,
A incerteza das coisas nos envolve.
Nossa alma em quanto cria,em quanto volve,
Nas suas próprias redes se embaraça.

O pensamento,que mil planos traça,
É vapor que se esvai e se dissolve;
E a vontade ambiciosa,que resolve,
Como onda entre rochedos se espedaça.

Filhos do amor,nossa alma é como um hino
À luz,à liberdade,ao bem fecundo,
Prece e clamor dum pressentir divino;

Mas num deserto só,árido e fundo,
Ecoam nossas vozes,que o Destino
Paira mudo e impassível sobre o mundo.
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sab 20 Jan - 14:04

LOL, ai que grande trabalheira. Será que não haverá já congelado?lol

Um abraço
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sab 20 Jan - 14:49

Cara amiga,não exageremos,então as receitas mágicas congeladas???Assim perdiam toda a magia,olhe que está a ofender os puristas da coisa!...

Já agora,passo a transcrever para si um poema de Almeida Garret

ROSA SEM ESPINHOS

Para todos tens carinhos,
A ninguém mostras rigor!
Que rosa és tu sem espinhos?
Ai,que não te entendo,flor!

Se a borboleta vaidosa
A desdém te vai beijar,
O mais que lhe fazes,rosa,
É sorrir e é corar.

E quando a sonsa da abelha,
Tão modesta em seu zumbir,
Te diz:"Ó rosa vermelha,
Bem me podes acudir:

Deixa do cálix divino
Uma gota só libar...
Deixa,é néctar peregrino,
Mel que eu não sei fabricar..."

Tu de lástima rendida,
De maldita compaixão,
Tu à súplica atrevida
Sabes tu dizer que não?

Tanta lástima e carinhos,
Tanto dó,nenhum rigor!
És rosa e não tens espinhos!
Ai!,que não te entendo,flor.
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sex 26 Jan - 14:45

Para uma amiga muito especial,um pqueno poema de um poeta que ela muito preza:

De Carlos Drummond de Andrade

Por quê?

Por que nascemos para amar,se vamos morrer?
Por que morrer,se amamos?
Por que falta sentido
ao sentido de viver,amar,morrer?
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Longair



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sab 27 Jan - 17:50

pois interessante
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Dom 28 Jan - 8:09

"Pois interessante"...Refere-se à receita de culinária mágica que lhe dediquei mais atráz?...Já experimentou?
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Dom 4 Fev - 13:14

Beladona escreveu:
Para uma amiga muito especial,um pqueno poema de um poeta que ela muito preza:

De Carlos Drummond de Andrade

Por quê?

Por que nascemos para amar,se vamos morrer?
Por que morrer,se amamos?
Por que falta sentido
ao sentido de viver,amar,morrer?

Obrigada Beladona. Agora deixo-lhe aqui uma pequena maravilha de Caetano que bem retrata a liberdade a multi-cor da sociedade brasileira, a multi religião, e a comunhão de uma miscelânia, maravilhosa e única
Feitiço

Caetano Veloso

Nosso samba
Tem feitiço,
Tem farofa
Tem vela e tem vintém
E tem também
Guitarra de rock'n'roll, batuque de candomblé

Zabé come zumbi
Zumbi come zabé
Zabé come zumbi
Zumbi come zabé
Tem mangue bit, berimbau
Tem hip-hop, vigário geral
Tem reagge pop, fundo de quintal
Capão redondo, candeal
Tem meu muquiço, meu largo do tanque
Tem funk, o feitiço indecente
Que solta a gente

Aquele abraço...

Tem mangue bit, berimbau
Tem hip-hop, vigário geral
Tem reagge pop, fundo de quintal
Capão redondo, candeal
Tem meu muquiço, meu largo do tanque
Tem funk, o feitiço indecente
Que solta a gente
Nosso samba


No post seguinte, traduzo algum do vocabulário e sua história.
Um abraço
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Longair



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Dom 4 Fev - 17:39

ai ai ai a voltamos nos aos poemas ui tanto açucar faz mal ao meu colestrol hahahahahaha
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Qua 7 Fev - 17:22

Obrigada amiga,é lindíssimo!!!
Vou transcrever um soneto de José Ary dos Santos que se intitula:

Soneto presente

Não me digam mais nada senão morro
aqui neste lugar dentro de mim
a terra de onde venho é onde moro
o lugar de que sou é estar aqui.

Não me digam mais nada senão falo
e eu não posso dizer eu estou de pé.
De pé como um poeta ou um cavalo
de pé como quem deve estar quem é.

Aqui ninguém me diz quando me vendo
a não ser os que eu amo os que eu entendo
os que podem ser tanto como eu.

Aqui ninguém me põe a pata em cima
porque é de baixo que me vem acima
a força do lugar que for o meu.
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Qui 8 Fev - 11:16

Também adoro, o nosso querido Ary dos Santos e com Ary dos Santos, continuo


A cidade é um chão de palavras pisadas

A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância e a palavra medo.

A cidade é um saco um pulmão que respira
pela palavra água pela palavra brisa
A cidade é um poro um corpo que transpira
pela palavra sangue pela palavra ira.

A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.

José Carlos Ary dos Santos
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Anonymou
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Qui 8 Fev - 12:55

Também gosto muito de poesia e de ler.
Também vou deixar um poema

Agora que eu vou cantar
viva o meu atrevimento
quem não me quiser ouvir
bote os ouvidos ao vento

Por bem cantar, mal não digas
dos que a voz aqui levantam
pois uns cantam o que sabem
e outros sabem o que cantam

Poesia popular alentejana
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Qui 8 Fev - 13:38

Ai cara amiga,é lindo,não resisto,vou transcrever só mais dois sonetos de José Carlos Ary dos Santos que demonstram bem a força e frontalidade deste grande poeta:

Auto-retrato

Poeta é certo mas de cetineta
fulgurante de mais para alguns olhos
bom artesão na arte da proveta
narciso de lombardas e repolhos.

Cozido à portuguesa mais as carnes
suculentas da auto-importância
com toicinho e talento ambas partes
do meu caldo entornado na infância.

Nos olhos uma folha de hortelã
que é verde como a esperança que amanhã
amanheça de vez a desventura.

Poeta de combate disparate
palavrão de machão no escaparate
porém morrendo aos poucos de ternura.


-//-


Os cães da infância

São os cães da infância os cães dementes
ladrando-me às canelas do passado
cães mordendo-me a vida com os dentes
ferrados no meu sexo atormentado.

Paguei cada minuto do presente
com vergões de amor próprio vergastado
porém só fala quem se não consente
vencido temeroso ou amarrado.

Contra os cães uivo.Não me fico assim.
Não tenho pai nem mãe.Nasci de mim
macho e fêmea gerando o desespero.

Lutar é tudo quanto sou capaz.
Não me pari para viver em paz.
Tudo o que sou é menos do que eu quero.
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sex 9 Fev - 14:33

Lindo Beladona, agora veja se conhece este autor de poesia popular brasileira, Solano Trindade

Deixo-lhe aqui dois que considero uma maravilha


SOU NEGRO

A Dione Silva

Sou Negro
meus avós foram queimados
pelo sol da África
minh'alma recebeu o batismo dos tambores atabaques, gonguês e agogôs

Contaram-me que meus avós
vieram de Loanda
como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor do engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu.

Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi
Era valente como quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso

Mesmo vovó não foi de brincadeira
Na guerra dos Malês
ela se destacou

Na minh'alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação...[/i][/b]


GRAVATA COLORIDA

Quando eu tiver bastante pão
para meus filhos
para minha amada
pros meus amigos
e pros meus vizinhos
quando eu tiver
livros para ler
então eu comprarei
uma gravata colorida
larga
bonita
e darei um laço perfeito
e ficarei mostrando
a minha gravata colorida
a todos os que gostam
de gente engravatada...
[/img]

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Beladona



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sab 10 Fev - 12:42

Por acaso não conhecia esse poeta mas,tem dois belos poemas.

Passo a transcrever do poeta Tomás Pinto Brandão o soneto:

Epitáfio

Caminhante que vás tão de corrida,
Pois em nada reparas na jornada,
Repara por tua vida no seu nada,
Que foi toda uma morte a minha vida.

Também do mundo andei muita partida,
Posto que em diligência mal parada,
E por não ser verdade incorporada
Uma mentira sou desvanecida.

Eu tive ocupação sem exercício,
Eu fui mui conhecido sem ter nome,
Eu,ingrato,morri sem benefício.

Exemplo toma de mim,ó pobre homem,
Que se tratares mal,vives de vício,
E se viveres bem,morres de fome.
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Ter 13 Fev - 12:26

Não conhecia, cara amiga, é lindo.

Bom, o CARNAVAL TÁ CHEGANDO. Você conhece a História do Samba?

Um pequeno resumo, escrito de acordo com dicionário e gramática brasileira. Assim como assim, é bom ir pegando o jeito, pois com esse novo acordo ortográfico, já podemos adoçicar nosso português.

O samba, como conhecemos atualmente, tem origem afro-baiana, temperado com misturas cariocas. Nasceu da influência de ritmos africanos, adaptados para a realidade dos escravos brasileiros e, ao longo do tempo, sofreu inúmeras transformações de caráter social, econômico e musical até atingir as características conhecidas hoje.

O gênero, descendente do lundu (canto e dança populares no Brasil do século XVIII), começou como dança de roda originada em Angola e trazida pelos escravos, principalmente para a região da Bahia. Também conhecido por umbigada ou batuque, consistia em um dançarino no centro de uma roda, que dançava ao som de palmas, coro e objetos de percussão e dava uma ''umbigada'' em outro companheiro da roda, convidando-o a entrar no meio do círculo.

Com a transferência, no meio do século XIX, da mão-de-obra escrava da Bahia para o Vale do Paraíba e, logo após, o declínio da produção de café e a abolição da escravatura, os negros deslocaram-se em direção a capital do país, Rio de Janeiro.

Instalados nos bairros cariocas de Gamboa e Saúde, eles dariam início à divulgação dos ritmos africanos na Corte. Eram nas casas das tias baianas, como Amélia, Ciata e Prisciliana, que aconteciam as festas de terreiro, as umbigadas e as marcações de capoeira ao som de batuques e pandeiros. Essas manifestações culturais propiciariam, conseqüentemente, a incorporação de características de outros gêneros cultivados na cidade, como a polca, o maxixe e o xote. O samba carioca urbano ganha a cara e os ritmos conhecidos.

Em 1917 foi gravado em disco o primeiro samba chamado ''Pelo Telefone''. A música, de autoria reivindicada por Donga (Ernesto dos Santos), geraria polêmica uma vez que, naquele tempo, a composição era feita em conjunto. Essa canção, por exemplo, foi criada numa roda de partido alto (pessoas que partilhavam dos antigos conhecimentos do samba e designava música de alta qualidade), do qual também participaram Mauro de Almeida e Sinhô (José Barbosa da Silva), que se auto-intitulou ''o rei do samba''.

Após a primeira gravação, o samba conquistaria o mercado fonográfico e, com a inauguração do rádio em 1922 - único veículo de comunicação em massa até então -, alcançaria as classes médias cariocas. O novo estilo seria, ainda, abraçado e redimensionado por filhos de classe média, como o ex-estudante de Medicina Noel Rosa e o ex-estudante de Direito, Ari Barroso, através de obras memoráveis como ''Tarzan, o filho do alfaite'' e ''Aquarela do Brasil''.

O advento do rádio ainda transformaria nomes como Francisco Alves, Orlando Silva e Carmen Miranda em grandes ídolos do samba.
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Ter 13 Fev - 12:31



Desde que o Samba é Samba
Composição: Caetano Veloso

A tristeza é senhora,
Desde que o samba é samba é assim

A lágrima clara sobre a pele escura,
a noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora,
tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece,
no quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora

O samba ainda vai nascer,
O samba ainda não chegou

O samba não vai morrer,
veja o dia ainda não raiou

O samba é o pai do prazer,
o samba é o filho da dor

O grande poder transformador
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Ter 13 Fev - 14:35

Cara amiga,interessante a história do Samba que não conhecia,com um lindo poema canção.

Como amanhã é o Dia dos Namorados,passo a transcrever uma pequena miscelânia de poemas de Amor:

"Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer (...)"
de Luís Vaz de Camões

"Quem foi que à tua pele
conferiu esse papel
de mais que tua pele
ser pele da minha pele."
de David Mourão

"Espero sempre por ti o
dia inteiro (...) E há em
todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda."
de Sophia de Mello Breyner

"(...) Mas é na intimidade e no segredo,
Quando tu coras e sorris a medo,
Que me apraz ver-te e que te adoro.
flor (...)"
de Antero de Quental
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Qua 14 Fev - 2:34

Só conhecia o do Camões. Os outros são tristes.
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Qui 15 Fev - 11:23

Cara Francisca

Tens toda a razão,vê se gostas mais deste.
Vou transcrever um lindo (acho eu) poema de amor,que é mais uma dedicatória de William Shakespeare:

Ao seu Amor

Poderei comparar-te a um dia de Verão?
Mas tu és mais suave e muito mais formosa;
Em Maio a ventania sacode os botões de rosa
E o Estio tem apenas uma curta duração;
O fogo celeste queima-nos com o seu ardor,
Ou o seu brilho dourado perde o seu fulgor;
E todas as formosas um dia perdem a beleza
Por acaso,ou pelas mudanças da natureza.
Mas o teu eterno Verão não se desvanecerá
Nem a beleza de que és devedora ele perderá;
Nem a Morte de ti na sua sombra se há-de gabar,
Quando nos desígnios eternos a tua vez chegar.
Enquanto os homens viverem,enquanto os olhos virem,
Isto não tem fim e é isto que te dá a vida.
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sex 16 Fev - 13:14

Ora Dona Marciana, aqui vai um samba, bem sambado do jeitinho que você gosta, cantado pelo grande, Caetano.

É Hoje

Caetano Veloso
Composição: Didi e Maestrinho

A minha alegria atravessou o mar

E ancorou na passarela

Fez um desembarque fascinante

No maior show da terra

Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei

No meio de uma gente tão modesta

Eu vim descendo a serra

Cheio de euforia para desfilar

O mundo inteiro espera

Hoje é dia do riso chorar

Levei o meu samba pra mãe de santo rezar

Contra o mal olhado eu carrego meu patuá
Eu levei !

Acredito

Acredito ser o mais valente nessa luta do rochedo como mar

E como ar!

É hoje o dia da alegria

E a tristeza, nem pode pensar em chegar

Se há na avenida alguém mais feliz que eu
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Qui 22 Fev - 17:56

Faz hoje (23-02-2007),20 anos que faleceu José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos mais conhecido por Zeca Afonso ,Poeta/Cantor e meu saudoso professor.
Passo a transcrever um poema/canção dele:

CORO DOS CAÍDOS

Cantai bichos da treva e da aparência
Na absolvição por incontinência
Cantai cantai no pino do inferno
Em Janeiro ou em Maio é sempre cedo
Cantai cardumes da guerra e da agonia
Neste areal onde não nasce o dia

Cantai cantai melancolias serenas
Como trigo da moda nas verbenas
Cantai cantai guisos doidos dos sinos
Os vossos salmos de embalar meninos
Cantai bichos da treva e da opulência
A vossa vil e vã magnificência

Cantai os vossos tronos e impérios
Sobre os degredos sobre os cemitérios
Cantai cantai ó torpes madrugadas
As clavas os clarins e as espadas
Cantai nos matadouros nas trincheiras
As armas os pendões e as bandeiras

Cantai cantai que o ódio já não cansa
Com palavras de amor e de bonança
Dançai ó Parcas vossa negra festa
Sobre a planície em redor que o ar empesta
Cantai ó corvos pela noite fora
Neste areal onde não nasce a aurora.
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO CULTURAL   Sex 23 Fev - 8:50

Cara, Beladona, bem lembrada esta evocação ao Zeca.

Bem-Haja

Zeca Afonso homenageado nos 20 anos da morte
2007/02/23 | 09:50 IN Portugal Diário
Cantor alvo de várias homenagens, entre as quais uma realizada pela SPA.

O cantor José Afonso vai ser alvo esta sexta-feira de diversas homenagens, entre as quais uma realizada pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), no dia em que se assinalam 20 anos sobre a sua morte, refere a Lusa.

A iniciativa da SPA vai juntar o presidente e o vice- presidente da Sociedade, Manuel Freire e José Jorge Letria, respectivamente, e ainda dos músicos José Niza, Francisco Fanhais e Luiz Goes.

A homenagem termina com o cantor Samuel a interpretar músicas do poeta e compositor José Afonso.

«Tributo a José Afonso» é o nome de outra homenagem que vai decorrer no Mercado da Ribeira, também em Lisboa, com a presença dos Cantadores de Rusga, Jorge Jordan, Mingo Rangel, Rogério Charraz e ainda do actor Jorge Castro, que vai fazer a leitura de alguns poemas.

Em Odivelas, a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal bem como a Associação José Afonso organizaram um colóquio onde se vai falar sobre o papel do autor na cultura e na sociedade portuguesa.

Os cantores Vitorino, Janita Salomé e José Carvalho participam num concerto de homenagem a José Afonso no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.

Também em Guimarães, os 20 anos sobre a morte do compositor vão ser assinalados com uma exposição «O que faz falta» e uma teatralização da vida e obra do músico.

No Café Central da Guarda será feita a homenagem: «As palavras e a música do poeta de Abril».

No rol das iniciativas consta ainda uma romagem à campa de José Afonso, em Setúbal.

Quinta-feira, os partidos políticos com assento no Parlamento lembraram o músico Zeca Afonso e aprovaram por unanimidade um voto, que considera que o Parlamento não seria «a casa da democracia» sem o contributo do seu som.

No final da leitura do voto pela mesa do Parlamento, os deputados aplaudiram o autor da canção «Grândola, Vila Morena», que foi na madrugada de 25 de Abril de 1974 a senha do Movimento das Forças Armadas (MFA) para o derrube do regime ditatorial.

O cantor José Afonso, o autor de «Grândola, Vila Morena», senha da revolução de 25 de Abril de 1974, que esteve na base da queda da ditadura, morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987 com 57 anos.

Nascido em Aveiro, a 02 de Agosto de 1929, José Afonso cresceu entre Angola, Moçambique, Belmonte e Coimbra, onde frequentou o Liceu D. João III e a Faculdade de Letras e onde se iniciou também na balada, com o mestre da guitarra Flávio Rodrigues.

Em 1983, foi-lhe diagnosticada a esclerose múltipla, de que viria a falecer, e foi nesse ano que José Afonso realizou os últimos espectáculos ao vivo, nos Coliseus de Lisboa e Porto, sendo então editados «José Afonso Ao Vivo no Coliseu» e «Como Se Fora Seu Filho».


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