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 ESPAÇO ACTUALIDADE

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JTMB



Número de Mensagens : 111
Data de inscrição : 09/11/2006

MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Seg 2 Abr - 9:23

Com a devida vénia ao Publico de Hoje

O italiano que queria ser rei de Portugal e acabou na prisão

Rosario Poidimani tinha até um trono no "consulado" que criara na cidade italiana de Vicenza. Era a partir daí que vendia títulos de nobreza e passaportes diplomáticos, em nome da "Real Casa de Portugal". Foi preso na semana passada por burla e extorsão.

Por Alexandra Prado Coelho

Diz-se "sua alteza real príncipe de Bragança", pretendente ao trono de Portugal, e tem entre os seus projectos a criação de um mini-Estado, possivelmente numa ilha no Mediterrâneo, onde instalaria o "Principado de Bragança". Ou melhor, tinha. D. Rosario Poidimani está, desde há uma semana, detido na cidade italiana de Vicenza por suspeitas de burla, falsificação de documentos, extorsão e associação criminosa. Juntamente com ele foram detidos sete dos seus colaboradores, entre os quais o seu "ministro dos Negócios Estrangeiros", Roberto Cavallaro.
Foi em Vicenza que Poidimani, nascido em 1941 na Sicília, instalou a sua "Real Casa de Portugal", que funcionava como gabinete diplomático, emitindo e vendendo documentos falsos - a polícia italiana apreendeu na operação da semana passada 712 falsos passaportes diplomáticos, 600 bilhetes de identidade, 125 matrículas e ainda cinco livre-trânsitos das Nações Unidas.
Aí, o pretenso "rei de Portugal" construiu cuidadosamente a sua ficção. Tinha uma sala do trono, com cadeiras em vermelho escuro e dourado perfiladas de ambos os lados, para eventuais audiências. E, aparentemente, não faltavam visitantes. João Sarmento, jornalista português que o entrevistou há três anos, visitou-o uma primeira vez em Vicenza, e uma segunda na Sicília, onde assistiu a uma cerimónia muito concorrida, na qual Poidimani "distribuía uma série de comendas" a pessoas de vários pontos do mundo, desde a cônsul do Gana em Roma, até "muita gente de países do Leste", o que não é de estranhar num homem que "tinha muito boas relações com a Igreja Ortodoxa".
Na casa de Vicenza - cujo interior se pode conhecer no site da "Real Casa de Portugal", o nome que o autodenominado pretendente ao trono adoptou, com o cuidado de se distinguir da Casa Real Portuguesa - estão o que Poidimori diz serem objectos pertencentes a D. Manuel II de Portugal, um colar do Infante D. Henrique e molduras com fotografias dos reis e rainhas de Portugal. Há ainda um museu, com horário de abertura ao público, com "arte antiga, arte moderna, fotografia, escultura" e, à mistura, uma colecção de objectos de tortura antigos.
"Havia imenso merchandising, desde canetas e t-shirts", diz João Sarmento, mas parecia existir o cuidado de não usar o brasão de D. Duarte de Bragança, nem as armas da Casa de Bragança. Apesar disso, Poidimani falava abertamente no "lobby dos amigos de D. Duarte", a quem acusa, no seu site, de querer "usurpar" o trono de Portugal. O italiano também não escondia as intenções de criar o seu principado e de declarar a independência. "Chegou a estar em negociações com o Governo da Macedónia para comprar uma ilhazinha onde se instalaria", conta o jornalista português, que recorda o aparato com que foi recebido em Vicenza, onde o foram buscar "com um Mercedes preto de bandeira diplomática à frente".
Mas em que momento a vida deste siciliano se cruza, pela primeira vez, com Portugal? No dia em que Poidimani conhece Maria Pia, a mulher que dizia ser filha ilegítima do rei D. Carlos (e de uma suposta amante deste, Maria Amélia Laredó e Murca) e que durante várias décadas se apresentou como a "legítima pretendente" ao trono de Portugal. O que Maria Pia sempre defendeu foi que D. Duarte não seria o pretendente legítimo por descender da linha de D. Miguel - e, de acordo com a convenção de Evoramonte, de 1834, os miguelistas, derrotados na guerra civil, perderam todos os direitos, incluindo o de reclamar o trono. Ela, pelo contrário, como suposta filha de D. Carlos e irmã do último rei, D. Manuel II (embora só se tivesse apresentado publicamente como tal depois da morte deste), seria da "linha legítima". A dificuldade era provar a paternidade de D. Carlos, e para isso Maria Pia apresentava apenas um certificado de baptismo de um igreja cujos registos tinham sido destruídos durante a guerra civil espanhola e que foram mais tarde reconstituídos pelos padres, com base em testemunhos. A pretendente - que no tempo da ditadura apoiou a candidatura de Humberto Delgado e que chegou a ter Mário Soares como advogado de defesa - alegava ainda que existiria uma carta assinada por D. Carlos em que ele a reconhecia como filha.
No final de uma vida aventurosa, Maria Pia, que, aparentemente, não tinha o apoio das filhas, decidiu "abdicar" a favor do empresário siciliano Rosario Poidimani, que, segundo ela, era descendente de um ramo real de raiz francesa, sendo, dessa forma, seu parente afastado.
Numa página da Net sobre Hilda Toledano - o nome que Maria Pia adoptou para viver em Espanha, e para publicar vários livros - está reproduzido aquilo a que chamou o "Acto soberano Nº 5": "Tendo alcançado uma idade avançada, com total controlo das minhas capacidades mentais, quase cega, desprovida do suporte dos meus descendentes, traída por alguns monarquistas [...], uma vítima da continuada apatia do governo republicano, de Salazar a Mário Soares, decidi: transmitir [...] todos os meus direitos, como chefe da Casa de Bragança, a D. Rosario Poidimani, um príncipe e empresário, que bem o merece [...]."
Possivelmente, Maria Pia terá, antes de morrer, repensado o "bem o merece", dado que veio a acusar Poidimani de não ter cumprido o acordado entre ambos: que ele lhe pagaria uma pensão vitalícia. A cerimónia da "abdicação" ("legitimada" por uma alegada adopção de Poidimani por Maria Pia) realizou-se em Portugal, em Abril de 1987, e foi noticiada em jornais e na televisão (no site da Real Casa pode ver-se uma entrevista a Joaquim Letria).
Num parecer interno do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Abril de 2006, o departamento de assuntos jurídicos esclarece que, "quando um titular abdica, não o pode fazer designando um sucessor". E acrescenta: "Visto não ser D. Maria de Bragança a legítima sucessora, em nada adianta o acto de abdicação [que] carece de legitimidade."
No entanto, a partir da "abdicação", Poidimani começou a comportar-se como "chefe da Casa Real", atribuindo títulos de nobreza, comendas, passando documentos diplomáticos, além de promessas de empréstimos fáceis através de contas off-shore. O já citado parecer do MNE diz ainda: "[...] A actuação como "duca de Bragança", chefe da "Real Casa de Portugal" e "príncipe de Saxónia de Coburgo e de Bragança", e de, por esse meio, se ter feito passar por representante do Estado português, ao ponto de ter aberto "consulados" da "Real Casa de Portugal", conferiu fé pública aos seus actos e revelou-se lesiva para o bom nome de Portugal e da legítima Casa de Bragança." "[Além disso], o sr. Rosario Poidimani tem ostentado um brasão que, até 1910, correspondeu ao brasão do chefe de Estado de Portugal, acção que parece configurar um uso abusivo e ilegítimo de símbolos da soberania nacional [...]."
O siciliano nunca hesitou, aliás, em reclamar os seus direitos ao trono de Portugal. Na entrevista a João Sarmento contesta o argumento de que, mesmo que Maria Pia tivesse sido reconhecida, ele não poderia fazer parte da linha da sucessão por tal ser proibido pela constituição na altura da monarquia. Alega que Maria Pia "alterou a constituição" precisamente para resolver esse problema. E quando o jornalista lhe pergunta se, ao reclamar-se da "linha legítima", significa que "pretende ser rei de Portugal", responde calmamente: "Ao assumir essa pretensão tenho que estar preparado para tudo e, em última consequência, para reinar."
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Seg 2 Abr - 15:48

lol. Com a devida vénia e bem o diz, caro JTMB, porque o artigo está excelente. Nas ultimas semanas a notícia bombástica de toda esta trama novelística desse senhor Rosário tem estado um pouco por todas as publicações. A maior parte da população, desconhecia a existência de toda esta aberração de um italiano reclamar o trono português. Vamos lá ver é se o prendem bem preso, porque isso lá pelas italias quem manda é o dinheiro e a máfia. O Sr Rosário queria fama? ora aqui a tem, lol.

Bem-haja
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Beladona

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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Dom 22 Abr - 11:28

In DN de 22-04-2007

O Mistério

Numa altura em que tanto se escreve e se fala de Oliveira Salazar,eis que surge um livro escrito pela mão do próprio.Como se levanta um Estado,editado pela desconhecida Atomic Books.A editora explica que o livro terá sido publicado pela primeira vez em França na década de 30 e apresenta-o como inédito em Portugal,embora este já tenha vindo a público na década de 90 por uma editora marginal atreita a livros de índole fascista.O certo é que esta edição não tem sido noticiada nem alvo de críticas.E adensa-se o mistério sobre tão grande ficção.
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Dom 22 Abr - 12:20

in DN de 21-04-2007
de Abel Coelho de Morais

Vaticano decreta o fim do limbo para as crianças

O Papa Bento XVI aprovou ontem as conclusões de uma Comissão Teológica Internacional que põe fim ao conceito de limbo,o lugar onde as crianças mortas não baptizadas permaneciam na eternidade,sem possibilidade de comunhão com Deus.

A decisão papal conclui vários anos de estudo sobre o conceito de limbo,considerado por aquela comissão como baseado numa "concepção excessivamente restrita da salvação",pode ler-se nas suas conclusões.

Em 1984,o então cardeal Ratzinger afirmara pronunciar-se,"a título pessoal",pelo fim da "hipótese"de existência do limbo.

O documento assevera que Deus é misericordioso e deseja "a salvação de todos os seres humanos",existindo "fortes bases teológicas e litúrgicas para esperar que,uma vez mortos,os bebés não baptizados são salvos".Desde a Idade Média,ainda que não sob a forma de dogma,o limbo era apresentado na doutrina como um lugar entre o paraíso e o inferno onde permaneciam as crianças mortas sem baptismo.

As decisões da comissão correspondem,de algum modo,ao consagrado no Catecismo da Igreja Católica em vigor,onde se refere estarem à mercê da misericórdia divina as crianças mortas sem baptismo.A comissão considera que este é um tema a urgir uma resposta urgente,atendendo ao número crescente de não baptizados e à percepção da incompatibilidade entre um Deus misericordioso e a radical exclusão da possibilidade de comunhão com Ele dos mortos sem pecado.

Presidida pelo Perfeito da Congregação para a Doutrina da Fé,o cardeal americano William John Levada,a comissão afirma ainda não ser justo castigar as crianças pelo facto de seus pais não serem católicos praticantes ou,mais grave ainda,por lhes ter sido roubado o direito à vida pela prática do aborto.

O documento,que não foi ainda divulgado oficialmente,estava ontem parcialmente disponível no site da agência Catholic News Service,nele se traçando o percurso do pensamento da Igreja na matéria desde Santo Agostinho.
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Dom 22 Abr - 13:05

Passagens desta notícia retiradas do DN de 21-04-2007 da jornalista Sónia Morais Santos

O sucessor do actual Dalai Lama

Sua Santidade o Dalai Lama já tem sucessor.Tem presentemente 4 anos e foi reconhecido como sucessor do presente Dalai Lama a 17 de Dezembro de 2005,pelo próprio.

Foi considerado a reencarnação do último grande monge tibetano Geshe Lama Konchog,que morreu em 2001.Desde então,Tenzin Nydrup deixou de ser um bebé qualquer.Começou por mudar de nome e passou a chamar-se Tenzin Phuntsok Rimpoche.Mas,o mais importante é ser reconhecido por milhares de devotos como o próximo Dalai Lama.

Porém,"Little Buddha" (Pequeno Buda),como é chamado,além de ter sido reconhecido pelo actual Dalai Lama,teve certas curiosidades como:Diz-se ter nascido 2 meses depois do previsto,ter permanecido quieto e saudável no útero materno,para nascer a 28 de Outubro de 2002,um dia auspicioso para os tibetanos.

Mas,por enquanto,é uma criança como outra qualquer.
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Sab 12 Maio - 12:52

in DN de 12-05-2007

Os diamantes da marquesa Paiva

A aristocrata que ostenta,no catálogo da Sotheby's,os diamantes que serão leiloados,quinta-feira,em Genebra,não é a femme fatale,cabelo negro azulado e beleza exótica,que usava apelido português e comprou aquelas jóias à parisiense casa Chaumet no século XIX.Trata-se da segunda mulher do conde (mais tarde,príncipe) alemão Guido Henckel von Donnersmarck,a fidalga Katharina Wassilievana,dama mais respeitável que a sua primeira mulher,a cortesã (que é como quem diz,amante a preço luxuoso)Teresa Lachmann (1819-1884),que se celebrizou em Paris com o nome português La Paiva (com trema no i).

Antes do jovem e rico Guido se deixar encantar por aquela mulher onze anos mais velha,já Paiva tinha uma longa história de amores e de amantes.Filha de judeus polacos refugiados na Rússia,nasceu em Moscovo e casou,aos 17 anos,com o alfaiate Villoing,de quem teve um filho,mas que abandonou para ir até Paris.Amante do pianista Henri Hertz,que a apresentou aos famosos da época,de Wagner,o compositor que gostava de valquírias,a Gautier,o escritor que descrevia o clube dos fumadores de haxixe.Depois,entre lordes britânicos e duques gauleses,encontrou o português Araújo,que se fazia passar por "marquês" de Paiva,com quem casaria só para obter o "título".

A "marquesa de Paiva" conseguiu anular esse casamento e desposar Guido,que a deixa construir o palacete dos Campos Elísios com escadaria de ónix,banheira de prata e o seu corpo nu pintado por Baudry no tecto de um salão.Ali recebia Delacroix e Baudelaire,políticos e poetas,Renan e Taine.

O casal,acusado de espionagem (Guido era primo de Bismarck),acabaria por ser expulso de França e Paiva morreu num castelo em Neudeck.Três anos depois,Guido casou com Katharina,que herdou as jóias da antecessora,incluindo os diamantes amarelos.E,agora,os diamantes da Paiva,um com 102,54 carats de peso e o outro com 82,48,irão ser disputados com uma base de licitação entre 1,5 e 2 milhões de euros cada um.Qual será o busto que irá brilhar com as jóias da falsa fidalga lusitana?-F.M.
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Ter 15 Maio - 17:36

in DN de 14-05-2007

OS TESOUROS DE UM PALIMPSESTO

Descobertos discursos de Hipérides e um comentário a Aristótoles

A história começou em Outubro de 1998,quando o palimpsesto do mais importante matemático da Antiguidade e inventor grego Arquimedes,-comprado num leilão da Sotheby's por um milionário norte-americano-,foi depositado no Museu Walters de Baltimore em muito mau estado e recheado de trechos ilegíveis.Recuperado o texto original (tarefa que se prolongou por quatro anos),vem a descobrir-se que guardava outros tesouros:um dos discursos desconhecidos de Hipérides,grande orador grego,que viveu no séc.IV antes de Cristo,e um comentário às Categorias,de Aristótoles,pai da Filosofia.

"Os cadernos correspondentes ao livro sobre Aristótoles foram os mais difíceis de decifrar",reconhece Roger Easton-citado pelo El País-,professor de Ciências da Imagem do Instituto de Tecnologia de Rochester,nos Estados Unidos,que desenvolveu,neste caso,programas especiais para aplicar as técnicas de imagem multiespectral.

Embora o especialista não saiba grego,não pôde conter a emoção quando viu aparecer no computador as letras de um texto novo,o comentário de Afrodisias sobre as Categorias,de Aristótoles,fragmento não tão importante como os tratados de Arquimedes ou o discurso do orador e estadista ateniense Hipérides,mas "pelo menos tão fascinante".

No século X,um escriba de Constantinopla havia copiado textos de Arquimedes para um livro que é hoje a mais importante fonte das obras do sábio de Siracusa,o Palimpsesto de Arquimedes.Entretanto,durante a quarta cruzada,Constantinopla foi invadida e saqueada;o papel era escasso na época e o manuscrito foi reciclado num livro de orações.Para isso,a encadernação inicial foi destruída e o texto original raspado das folhas de pergaminho.

O documento manteve-se na Igreja até ser doado a uma biblioteca de Constantinopla,onde foi encontrado pelo filólogo Johan Ludvig Heiberg que,com uma lupa,identificou os textos de Arquimedes sob as orações.O palimpsesto contém sete tratados,entre os quais a única fonte original em grego de Os Corpos Flutuantes e a cópia integral Do Método Relativo aos Teoremas Mecânicos".

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UM TEXTO MARCANTE DO PENSAMENTO

Os catálogos das obras de Aristótoles,aluno de Platão durante 20 anos,incluídos nas narrativas antigas das vidas de filósofos,enumeram mais de 150 títulos entre temas de ética,política,lógica,ontologia,física,biologia,crítica filosófica,cartas e poemas.As Categorias-cujo comentário de Alexandre Afrodisias,estudioso grego que viveu entre os séculos II e III da nossa era,acaba de ser descoberto graças ao trabalho do escriba bizantino Myronas-,costumam abrir um conjunto de seis tratados que recebem a designação de Organon por visarem os esclarecimentos de termos e instrumentos básicos do pensamento.Embora seja possível nele detectar influências do pensamento platónico.

Categorias é um texto marcante no aprofundamento dos pontos que separam a ontologia de Aristótoles da do seu mestre.Nelas,discutem-se questões da ontologia,da metafísica e da filosofia da linguagem.
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Qua 23 Maio - 10:36

in 24 Horas de 23-05-07

NÃO NOS LIXEM O MULTIBANCO;PÁ!

Se a harmonização europeia do sistema de caixas automáticas for para a frente o nosso Multibanco pode ficar com menos serviços...e mais caro

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O presidente da SIBS,Vítor Bento,avisou ontem para o perigo real de muitas das funcionalidades hoje disponíveis em Portugal na rede de pagamentos automáticos poderem vir a desaparecer como consequência indirecta da aplicação dos princípios impostos pelo sistema único de pagamentos europeu (SEPA).

Portugal é o país da Europa em que a rede de máquinas Multibanco apresenta mais funcionalidades,cerca de 60.Permitindo,para além dos habituais levantamentos,pagar serviços como a luz,o gás,o telefone e até os impostos,comprar bilhetes para transportes e espectáculos,fazer transferências e outras operações interbancárias,bem como consultas diversas.

O SEPA impõe que,em 2010,qualquer sistema europeu de processamento de transacções aceite e processe transacções transfronteiriças em condições iguais,incluindo de preços,às praticadas nas transacções domésticas,o que gera um problema..."A SIBS pode não ter escala para competir com eles (congéneres europeus) do ponto de vista dos custos",admite o presidente deste organismo,sublinhando que esta preocupação de sobrevivência dos sistemas europeus "é de praticamente todos os mercados"domésticos.

A sua sobrevivência e,no caso português,de um sistema de pagamentos totalmente integrado e cartões-tanto Visa e Mastercard como a marca Multibanco-aceites em todo o mundo,a que os utilizadores estão habituados,"vai depender em muito do que acontecer à reconfiguração dos sistemas dentro da Europa".

"Empenhada em ganhar dimensão e em manter a qualidade do sistema de pagamentos português",a SIBS diz que é importante manter o conjunto dos seus clientes e accionistas (entre os quais o BCP,BES,BPI e o Santander Totta),Vítor Bento confia também em que as autoridades comunitárias exijam "que a convergência se faça pelo melhor",pesando aqui a eficácia do sistema português,e não apenas pelo mais barato.

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POLITIQUICES

Na opinião do "homem forte" da SIBS,o sistema único de pagamentos europeu (SEPA) é um objectivo político e não corresponde a uma necessidade de mercado.

Vítor Bento,sustenta esta opinião com o facto de as transacções transfronteiriças representarem apenas 3% do total,em média,na Europa,e em Portugal cerca de 2% apenas."São necessárias transformações muito grandes,que as instituições financeiras estão a suportar",afirmou Vítor Bento,e isto para "responder a uma necessidade de mercado que é muito pequena",pois "o negócio dos pagamentos de retalho vai ser sempre mais de proximidade".

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Meus amigos,pergunto:

Eu que já estou tão habituadinha a fazer tudo pelo Multibanco através do meu computadorzito,como é que vai ser?E,ainda a sermos sobrecarregados com o pagamento de mais uns extras...

Vamos andar de cavalo para burro?Sinceramente,deveria de ser a Europa a copiar o nosso sistema muito mais completo,do que nós a regredirmos até nos igualizarmos a eles.

Fora isso o Multibanco a nível Europeu seria uma mais valia,sem dúvida,mas com esta contrapartida,não sei não...Ai estes interesses unificadores...
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Ter 29 Maio - 12:58

Caros amigos

Li hoje na revista Teste Saúde da Deco Proteste um estudo feito pela mesma sobre Planeamento Familiar para jovens,e leio estarrecida que em 85 locais visitados,49 recusaram-se a atender jovens que procuravam planeamento familiar.O estudo teve a participação de 23 jovens,entre os 15 e os 20 anos,para procurarem planeamento familiar nas entidades que deveriam fornecer este serviço:Centros de Saúde,Hospitais e Instituto Português da Juventude.

O objectivo foi verificar se,como manda a lei,os jovens têm acesso fácil a estas consultas e se lhes é prestada a informação necessária.

As utentes tinham começado a namorar e pretendiam ter relações sexuais.Nunca tinham usado contraceptivos com regularidade,pelo que queriam informação sobre os métodos existentes.Não foram ao centro de saúde onde estavam inscritas,porque não queriam ser reconhecidas.

O estudo decorreu em Fevereiro e Março de 2007.Para avaliar o atendimento,tivemos em conta a legislação em vigor sobre o planeamento familiar e as "Orientações Técnicas"da Direcção-Geral da Saúde para os profissionais que trabalham nesta área.

Os resultados representam uma "fotografia" do momento em que foi efectuado o estudo.

Resta mencionar que este estudo compreendeu as áreas do país:Norte,Centro (Litoral),Centro (Interior),Lisboa e Vale do Tejo,Alentejo e Algarve.

Resultados finais do estudo:

Consumidores exigem

-O nosso estudo mostra que a principal barreira no acesso a consultas de planeamento familiar pelos jovens está na recepção dos serviços.

-Nos centros de saúde,a maioria recusou a entrada às jovens por não pertencerem à sua área.Um claro e inaceitável atropelo à lei.É indispensável que o Ministério da Saúde tome o assunto em mãos e faça cumprir as boas regras existentes.

-Dado que o cenário apresentado pelas nossas colaboradoras não exigia uma consulta urgente,aceitámos marcação para outro dia.O ideal seria,contudo,atenderem logo,mesmo que de forma breve e informal.

-A falta de contraceptivos para entrega nas consultas é um problema persistente,que já tínhamos detectado noutro estudo,há seis anos.O Ministério da Saúde tem de tomar medidas para fazer cumprir a lei.

-O estudo revela ainda assimetrias regionais no acesso ao planeamento familiar.Há regiões,como Viseu,Évora e Faro,onde os poucos serviços que existem raramente atenderam.É tempo de as Administrações Regionais de Saúde intervirem na organização dos serviços.Para que todos os jovens obtenham a informação e os contraceptivos indispensáveis para uma exualidade saudável.

FONTE:TESTE SAÚDE nº 67 de Junho/Julho de 2007

Depois de ler este estudo não é de estranhar que com este tipo de acompanhamento sejamos dos países da Europa com mais gravidezes na adolescência e uma taxa elevada da transmissão do vírus HIV/SIDA.

É caso para reflectir no que os nossos Governos têm andado a fazer todo este tempo.

Beladona
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Sab 16 Jun - 10:40

in DN de 14-06-07

Tordesilhas candidato a Memória do Mundo

Documentos.Tratado assinado em 1494 e Corpo Cronológico foram apresentados ao registo da Unesco

Portugal candidatou o Tratado de Tordesilhas e o Corpo Cronológico ao registo Memória do Mundo,da Unesco,que identifica documentos com valor de património da humanidade,como já foi noticiado.O Tratado de Tordesilhas foi celebrado em 1494 entre D.João II e os reis católicos,e o Corpo Cronológico é uma colecção de mais de 80 mil documentos dos séculos XV e XVI.Em Abril,Portugal havia protestado pelo facto de Espanha ter apresentado unilateralmente a candidatura do Tratado de Tordesilhas,e foi-lhe dado razão pelo comité de análise de candidaturas da Unesco.Assim,uma destas candidaturas é nacional e a outra é apresentada em conjunto por Portugal e Espanha.
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Qua 1 Ago - 11:07

Caros amigos

O que levará uma jornalista que considero inteligente, a Márcia Rodrigues, a vestir-se dos pés à cabeça como uma iraniana no seu país (com véu, vestido solto e casaco escuros dos pés ao pescoço e com luvas negras), para ir entrevistar o embaixador do Irão em Lisboa Mohammad Taheri, para um programa para a RTP1. Não foi exigido por parte desta embaixada a "vestimenta rigorosa" que a jornalista usou, aliás, nem o poderia fazer por se encontrar num país estrangeiro e não muçulmano.

Pessoalmente, acho uma actitude de grande subserviência escusada, pois não estando no Irão não era necessário tanto zelo no vestir, poderia isso sim, ir um pouco mais recatadamente vestida, por respeito para com o entrevistado, mas nunca da maneira como foi.
Gostaria de a ver, caso se puzesse esta mesma situação, mas por exemplo com o embaixador do Afeganistão caso essa embaixada cá existisse, a jornalista iria de burka?
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Dom 5 Ago - 13:26

in DN de 05-08-07

Descoberta pirâmide azteca

Uma equipa de arqueólogos descobriu, num bairro popular da capital mexicana, os restos do que se acredita ser a pirâmide da maior cidade azteca, arrasada pelos conquistadores espanhóis, no século XVI.

A pirâmide foi descoberta por acaso, durante obras públicas, em Junho, no bairro de Iztapalapa, um dos mais pobres e violentos da Cidade do México.

Segundo dizem os especialistas, a localização da principal pirâmide da antiga cidade azteca era mais ou menos conhecida, mas não foi possível realizar escavações, tratando-se de uma zona urbanizada de grandes dimensões. Verifica-se, afinal, que a construção fica sob a praça central do bairro e um jardim adjacente.

A Cidade do México está repleta de restos da grande cidade Azteca destruida pelos espanhóis, incluindo na praça mais imponente e central, o Zocalo, onde foi recentemente descoberto um antigo altar e um ídolo de pedra, sob um ponto onde passava intenso trânsito.

O novo achado seria a pirâmide principal da cidade antiga. A sua destruição pelos espanhóis foi completa, pois as tropas de Hernan Cortés foram quase aniquiladas a partir daquele centro de poder. Sob o comando de Cuitlahuac, os aztecas atacaram os espanhóis, pouco numerosos, no que ficou conhecido como "noite triste". Depois de sair vitorioso, o conquistador mandou arrasar a cidade e, em particular,aquela pirâmide.

A destruição da capital Azteca ditou o fim de um império sanguinário que este povo liderava entre o golfo do México e o oceano Pacífico, com o centro de poder na urbe imponente, cujas ruínas estão agora debaixo da moderna Cidade México.
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MensagemAssunto: Re: ESPAÇO ACTUALIDADE   Ter 14 Ago - 12:41

in DN de 14-08-07
da jornalista Helena Tecedeira

Amnistia Internacional desafia Igreja Católica sobre o aborto

Reunidos no México, os dirigentes da Amnistia Internacional no mundo deverão reafirmar esta semana a política adoptada em Abril pelo conselho executivo da organização de defesa dos direitos humanos e que apoia o aborto para as vítimas de violação. Apresentada como resposta ao uso da violação como arma política em conflitos como o do Darfur, no Sudão, esta decisão, que se estende ainda a mulheres cuja vida seja posta em risco pela gravidez, provocou a fúria do Vaticano.

Em Junho, o cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício, Justiça e Paz, ameaçou mesmo apelar aos católicos de todo o mundo para boicotarem a Amnistia caso esta mantenha a posição sobre o aborto. O diário britânico The Independent recordava ontem que Martino considerou que a organização "traiu a sua missão" ao alargar o conceito de direitos humanos de forma a abranger o aborto.

Para a directora da Amnistia em Portugal, esta atitude da Igreja Católica pode "pôr em causa a nossa acção junto da comunidade". Cláudia Pedra disse ao DN sentir-se "triste" com as ameaças do Vaticano e garante que a organização "não tem uma posição pró-aborto".

Fundada em 1961 pelo advogado britânico Peter Benenson, um anglicano comunista convertido ao catolicismo, a Amnistia está presente em países onde as mulheres são violadas diariamente e acabam ostracizadas pela sua família e pela comunidade. A organização defende que, nesses casos, "a mulher deve ter o direito de escolher" se quer ou não ter a criança, explicou Cláudia Pedra. Em conflitos étnicos, como no Darfur (onde a ONU estima terem morrido 450 mil pessoas) ou no Ruanda (1994), a violação é usada como arma para alterar o equilíbrio da população.

Mas para D. Carlos Azevedo, "os direitos da criança e do bebé são iguais aos de qualquer outra pessoa". O bispo auxiliar de Lisboa explicou ao DN que "a Igreja Católica colabora com instituições de todo o género", mas "não pode apoiar alguém que agride um valor que defende".

Quanto ao apelo para que os católicos boicotem a Amnistia, D. Carlos Azevedo preferiu não fazer comentários por se tratar de uma orientação vinda do Vaticano. Este tem acusado a Amnistia de usar critérios duplos uma vez que condena a pena de morte em todos os casos, mas admite matar um feto.
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Não consigo entender o que pode levar uma entidade religiosa e que se diz humanista, neste caso ou situação, ponha os interesses de um feto à frente dos interesses de uma mãe, com todo o historial social que acima é mencionado. É que mesmo sabendo-se que a Igreja Católica é contra o aborto, há situações e situações, que têm de ser transpostas para o terreno em que os factos acontecem...
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