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 Diversidade Cultural

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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Diversidade Cultural   Ter 3 Out - 7:43

Caros amigos,

Venho por este modo defender que como Cultura Multi-Étnica que somos, que o Governo Nacional deveria promover o encontro das diversas Culturas que residem em Portugal.

Estamos num Mundo cada vez mais Global, cada vez mais as Culturas se vão assimilando. Ora, o que distingue cada Povo dos demais são as suas particularidades Culturais. Mas isso não impede que como Cultura viva que tenhamos, que a nossa Cultura não deva ser defendida e até aumentada, procurando integrar na medida dos possíveis, elementos trazidos pelas diversas comunidades estrangeiras que optaram por fazer/refazer as suas vidas entre nós.

É tempo de apostar em lhes mostrar e ensinar o que é a nossa Cultura e de aprender com estas Culturas, de modo a promovermos uma maior e melhor integração tanto a nível social como cultural.

O que acham meus amigos desta situação? Podemos desta forma melhorar tanto as condições de integração de aqueles que nos procuram e extrair algumas riquezas que nos permitam melhorar a nossa própria cultura, ou estarei errado na minha assumpção?

Um bem hajam,

IzNo

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Beladona

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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Ter 3 Out - 14:56

Caro IzNo

Claro que é óptimo haver intercâmbios culturais,aliás,já estamos habituados e não é só de agora,só que desta vez vem do Leste.

Portanto outro tipo de culturas das que estávamos habituados o que faz com que adquiramos mais conhecimentos sobre os diversos povos que connosco passaram a conviver,assim como eles de nós.

Só que esses povos são por norma jovens e nós estamos num país de velhos,com cada vez menos nascimentos,por este andar,será que daqui a uns bons anos ainda existirá a nossa cultura?Ou será que eles estarão em maioria e será a cultura deles a prevalecer?

Temos sempre de pensar nos prós e contras da situação...

Um abraço da Beladona
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Ter 3 Out - 15:07

Caro Izz, a multiculturalidade de que falas, relembrou-me documentos bem antigos da Lisboa Quinhentista. A diferença, é que se Portugal de Quinhentos era uma miscelânia de gentes e de raças, era-o pelo enorme tráfego comercial, pela nossa preponderância enquanto potência marítima. Hoje, infelizmente, este facto acontece da miséria em que outros povos vivem, e Portugal ser o último reduto, onde ainda se consegue entrar. No que se refere aos imigrantes dos países lusófonos, ainda sinto a responsabilidade do Portugal Imperialista e acho mesmo necessário o voltar ao reeencontro das culturas pertencentes a um povo que foi só um e cuja cultura é ainda fruto desse passado. Relativamente aos países de Leste e a "Invasão"chinesa, nada sinto em comum com esses povos e vejo com muito maus olhos a sua permanência.

Um abraço
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Qua 4 Out - 5:03

RosaLatina escreveu:
...No que se refere aos imigrantes dos países lusófonos, ainda sinto a responsabilidade do Portugal Imperialista e acho mesmo necessário o voltar ao reeencontro das culturas pertencentes a um povo que foi só um e cuja cultura é ainda fruto desse passado.

Porque teriamos ainda alguma responsabilidade relativa ao Portugal Imperialista?! Estamos a falar de Nações independentes que optaram por trilhar os seus próprios caminhos da forma que quiseram.

SE grande parte destes optou por caminhos que conduziram a Guerras Civis, tem tanto de culpa nossa, por termos dado a independência a Nações que não se encontravam preparadas para esse facto (devido à falta de quadros) e por culpa dos mesmos, por não optarem por seguir caminhos que oferecessem a liberdade a que todos almejavam.

Agora... fora isso... Podemos e devemos ter ligações culturais entre outras com estas Nações, e até mesmo promover as mesmas, mas não devem ser priviligiadas face às demais, SE não nos priviligiarem de igual forma.

RosaLatina escreveu:
Relativamente aos países de Leste e a "Invasão"chinesa, nada sinto em comum com esses povos e vejo com muito maus olhos a sua permanência...

São povos que vieram cá fazer/refazer as suas vidas.
O seu contributo serve para nos ajudar a melhorar a nossa Sociedade e sustentar o nosso modo de vida.
Tal como nós o fizemos/fazemos quando emigramos lá para fora.

É apenas decente e no mínimo dos mínimos correcto, do meu ponto de vista, que procuremos assimilar estes povos à nossa própria cultura e tentar assimilar destas culturas o que acharmos merecedor de ser incluído na nossa cultura.

Afinal de contas, os nossos emigrantes trouxeram lá de fora muita coisa para a nossa própria cultura, assim como as populações originárias ou que viveram nos nossos ex-territórios ultramarinos.
Sendo que estes últimos nem tiveram muita hipótese de escolha quanto à nossa interferência nas suas culturas próprias, devido ao nosso expansionismo.

A amiga vê com maus olhos a sua permanência por cá... é a sua opinião e eu respeito-a.
Eu defendo a sua permanência por cá e até a sua integração, tanto quanto possível, sem que estes se esqueçam das suas origens.

Não nos esqueçamos que as descobertas foram em grande parte sustentadas por culturas alheadas à nossa mesma cultura, apesar de todas eventualmente terem assimilado facetas das demais culturas presentes e de todas as culturas, mesmo as alheias ao nosso espaço geográfico se terem eventualmente identificado com a nossa Nação (desde o seu princípio).

Agora, temos sim é de ter uma politica de emigração, que facilite a vinda de aqueles que poderão trazer benefícios para Portugal e aceitar somente números de gentes que possamos assimilar sem problemas.
Mas isso já são problemas do Governo.

Um bem hajam,

IzNo

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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Qua 4 Out - 11:44

[quote="IzNoGuud
Porque teriamos ainda alguma responsabilidade relativa ao Portugal Imperialista?! Estamos a falar de Nações independentes que optaram por trilhar os seus próprios caminhos da forma que quiseram.(...)

São povos que vieram cá fazer/refazer as suas vidas.
O seu contributo serve para nos ajudar a melhorar a nossa Sociedade e sustentar o nosso modo de vida.
Tal como nós o fizemos/fazemos quando emigramos lá para fora.

É apenas decente e no mínimo dos mínimos correcto, do meu ponto de vista, que procuremos assimilar estes povos à nossa própria cultura e tentar assimilar destas culturas o que acharmos merecedor de ser incluído na nossa cultura.

IzNo[/quote]

Caro amigo Izz, quando falei em sentimento "Imperialista", falei de um sentimento pessoal, falei do sentimento que nos une pela língua, falo de lusofonia, não me referi a fronteiras militares. Relativamente à Indepedência de todo o ex território português, só lamento profundamente as guerras desenvolvidas contra a sua libertação e estivessemos tão atrasadinhos mentalmente, (ou antes, não nos convinha, porque sempre vivemos sob a lei do menor esforço e dos bens que advinham de um Portugal colonial) que em pleno seculo XX, ainda achavamos que podiamos impor a nossa presença, como no caso dos territórios africanos e indianos. Sim, foram povos que com todo o seu direito e resultando das mudanças das culturas e mentalidades, deixaram de ser colónia, para ser um país. Nem vou discutir as formas certas ou erradas de descolonização, pois não cabe neste tema. Mas...na verdade, eu, como muitos portugueses, não sentem estranhesa ao "coabitar" com cidadãos de um mundo lusófono.

Quanto aos outros povos, meu caro Izz, os chineses são um povo que não se acultura, não se mistura e cria uma sociedade fechada que económicamente tem prejudicado em muito a economia portuguesa, competindo desonestamente com os preços de um mercado Europeu que ainda não chegou Às formas de escravidão laboral que os chineses impõem aos seus povos, nomeadamente a crianças de tenrra idade que trabalham horas a fio em cubículos pequenos, qual galinha em aviário. Já nem vou tocar no assunto da máfia chinesa que cá se encontra e utiliza lojas e restaurantes, onde trabalham uns desgraçados cuja família se encontra na China, quase como ref+ém e garantia da obediência dos que por cá vivem, comércios esses que não são mais do que postos de lavagem de dinheiro.

Relativamente À população de Leste, gente com altos estudos, são, podeis confirmar com a PJ, gente bastante perigosa. Pela sua inteligência, têm montado linhas de assalto, rapto e tráfego de orgãos, sendo mais um cancro na sociedade portuguesa.

Como podemos nós ter as portas abertas a tanta gente, se este país já pareçe o metropolitano em hora de ponta? Imigrantes sim, mas só quando houver trabalho e dignidade, 1º para o cidadão português.

Um abraço
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Beladona

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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Qui 5 Out - 7:38

Caríssimos colegas!

Aqui não se podem pôr questões como,imigrantes das ex colónias(o nosso paternalismo)como dos restantes imigrantes do leste,asáticos ou não,conotando estes últimos como ligados às máfias,ou furadores das economias dos países,etc.

Depois de se terem resolvido os problemas internos a nível da sua população.

Os países,e neste caso,nós,é que temos de ver e estudar,caso a caso se temos potencial para absorver no nosso mercado de trabalho dando-lhes todas as oportunidades a que qualquer ser humano tem direito,sejam eles de que nacionalidade forem.

Mafiosos,criminosos e demais quejandos existem em todo o lado e países e para isso ,há as entidades competentes para tratarem do caso.

Um país multicultural é um país rico em todos os aspectos e só temos a ganhar com isso.

Um abraço da Beladona
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Qui 5 Out - 13:05

Minha cara, infelizmente em Portugal não há Entidades competentes para nada, quanto mais para fazer frente a crime organizado.

Relativamente às nossas Estruturas, não temos estrutura para a população portuguesa, quanto mais para os vindouros. Só a título de exemplo. Ainda há 2 anos atrás, as crianças podiam ser vacinadas em qualquer Centro de Saúde, fosse de Lisboa ou do Brasil, fosse clandestino ou não. Ora o que aconteceu? não havia estruturas para tal e as vacinas básicas para a poliomelite, estavam esgotadas. Ao fim de meses de espera e regressando as vacinas aos postos de saude, passou a só poder ser vacinado cada um no seu posto correspondente. Imagine-se quantas crianças que se encontram cá com seus pais clandestinamente , ficaram sem vacinas? Isto , como muitos outros casos semelhantes, já é uma questão de saúde pública e muito grave. Presentemente o Estado português vem-se desrresponsabilizando das suas funções, cada vez as estruturas do país são mais débeis e cada vez temos cá mais gente, nos poucos Kilómetros que tem Portugal.

Bem Haja
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IzNoGuud
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Sex 6 Out - 4:19

RosaLatina escreveu:
... Relativamente à Indepedência de todo o ex território português, só lamento profundamente as guerras desenvolvidas contra a sua libertação e estivessemos tão atrasadinhos mentalmente, (ou antes, não nos convinha, porque sempre vivemos sob a lei do menor esforço e dos bens que advinham de um Portugal colonial) que em pleno seculo XX, ainda achavamos que podiamos impor a nossa presença, como no caso dos territórios africanos e indianos.

Sim minha cara amiga, tem toda a razão neste ponto, excepto num pequeno caso... tanto quanto eu saiba, os nossos territórios indianos nunca quiseram a integração na India, sendo que aqueles que se manifestavam contra a nossa presença seriam agentes enviados pela própria India.

Mas isso agora não interessa, pois o que lá vai, lá vai. Apesar de eu continuar a achar que o Estado Português deveria oferecer passaportes Portugueses a TODOS aqueles que ainda se sentem Portugueses... fossem estes Indianos ou Africanos, tal como o fizemos em Macau (coisa que o Reino Unido NÃO fez em Hong Kong).

RosaLatina escreveu:
...Mas...na verdade, eu, como muitos portugueses, não sentem estranhesa ao "coabitar" com cidadãos de um mundo lusófono.

Cara amiga, eu percebo o que está a dizer e até defendo o que diz... mas cada vez mais o facto de um emigrante ser de uma nação lusófona ou não é menos importante do que este ser visto como mais um perigo para
o mercado de trabalho (o estigma destes virem roubar os nossos lugares de trabalho... o qual os meus pais sentiram quando voltaram de África e foram "forçados" a irem trabalhar para os Açores... com esse mesmo estigma a eles atribuídos pelos Açoreanos), entre outros perigos (os quais sempre achei e acho de imaginários, mas é esse mesmo o perigo do xenofobismo)...

RosaLatina escreveu:
...Quanto aos outros povos, meu caro Izz, os chineses são um povo que não se acultura, não se mistura e cria uma sociedade fechada que económicamente tem prejudicado em muito a economia portuguesa, competindo desonestamente com os preços de um mercado Europeu que ainda não chegou Às formas de escravidão laboral que os chineses impõem aos seus povos, nomeadamente a crianças de tenrra idade que trabalham horas a fio em cubículos pequenos, qual galinha em aviário.

Cara amiga aqui temos muitas e boas situações para desenvolver.

SE os Chineses são um povo que não se acultura... então somente temos de implementar medidas para a emigração que apostem na entrada de aqueles que estejam interessados em se acultural... nem que seja minimamente. Apesar de Macau não ter sido um sucesso... mas foi-o em termos relativos, acho que hoje os Macaenses aculturados são mais Portugueses que os cidadãos de Hong Kong que são Ingleses, embora em Hong Kong ter tido mais sucesso a aculturação Chinesa.

O perigo que a economia Chinesa tem vindo a exercer sobre a nossa é apenas culpa nossa cara amiga.
Quantas vezes na rua eu vejo as pessoas a dizerem que vão aos Chineses fazer compras?

É simples... SE não compramos o que é nosso, as nossas fábricas e empresas fecham, se estas fecham... criam desemprego, se há desemprego não há dinheiro para fazer compras... e por aí fora.
É um ciclo vicioso.

Os preços baixos nalguns casos são um engodo, assim como o são as marcas.
Que muitas vezes, são feitas nos mesmos sítios onde são feitos os productos "chineses", sendo somente submetidos a um teste de qualidade diferente.

Ainda me lembro de umas sapatilhas da nike/rebook (não me lembro da marca) que eram feitas na Indonésia por um preço de cerca de 1.000 Escudos e que eram vendidas em Portugal por 24.000 Escudos... E eu pensava SE a diferença era apenas devido ao custo de transporte das mesmas para a Europa Wink

Quanto às condições de trabalho... cara amiga e a amiga duvida que na Europa e na América será muito diferente quando num futuro não muito distante, devido à forma como se vive a economia no Ocidente, se tiver de aceitar qualquer trabalho para se conseguir sobreviver... coisa que em Portugal já não é muito longe da realidade?

Eu tenho muitos colegas, que são economistas, licenciados em letras, uma em bio-tecnologia, etc. que pura e simplesmente não encontram trabalho nas suas áreas. E o que têm à escolha é... ou trabalham no que encontram ou vão para a rua.
Tenho um colega meu que era licenciado em economia, que aquando da última restruturação no meu local de trabalho, optou por se desenpregar e apostar na sua área... pois já tinha direito a 2 anos (acho que eram 24 meses ainda... mas poderiam ser somente 18) de subsídio de desemprego, para encontrar algo na sua área e ainda estava no desemprego no final do mesmo.

RosaLatina escreveu:
...Já nem vou tocar no assunto da máfia chinesa que cá se encontra e utiliza lojas e restaurantes, onde trabalham uns desgraçados cuja família se encontra na China, quase como ref+ém e garantia da obediência dos que por cá vivem, comércios esses que não são mais do que postos de lavagem de dinheiro...

E qual é a novidade???? A amiga pensa que isso não acontecia com os Portugueses lá fora? Nunca ouviu falar de casos de Escravatura em Espanha ou na Holanda?

O que é que a Polícia faz contra isso cara amiga? Pois é À Polícia que cabe combater o Banditismo e estes assuntos.
O SEF pode tentar descobrir se uma pessoa vem em turísmo ou não... mas não consegue descobrir (nem sempre é claro) SE uma pessoa pertence ou não a Mafias e afins... Não se consegue ver isso pela cara das pessoas. E não acho que vamos impedir todos os que são Chineses de virem para cá, somente por serem Chineses não é?

RosaLatina escreveu:
Relativamente À população de Leste, gente com altos estudos, são, podeis confirmar com a PJ, gente bastante perigosa. Pela sua inteligência, têm montado linhas de assalto, rapto e tráfego de orgãos, sendo mais um cancro na sociedade portuguesa.

A amiga está a gozar com a minha cara... são mais conhecidos os casos de tráfico de orgãos no Brasil que na Europa de Leste e não é por isso que vamos impedir os Brasileiros de virem para cá não é?

Agora, é lógico que há em todo o lado transgressões e oportunistas.
As Mafias Italianas existem desde os tempos Napoleónicos, e estão cá implementadas, sendo que por vezes se consegue fazer algo contra elas.
E nunca impedimos cidadãos Italianos de virem cá.

As Mafias de Leste e da Ásia, são máfias com experiência na subversão às Polícias locais. E nestes casos, as nossas Polícias deveriam pedir ajuda às locais destes Países para melhor conseguirem combater estas organizações... mas não vamos impedir as pessoas de virem para cá somente por na terra delas existirem organizações criminosas... era o mesmo que eu emigrar para a França ou Alemanha e ao candidatar-me a um emprego este ser-me recusado pois os Portugueses têm um historial reconhecido a nível mundial de serem corruptos.

Eu por acaso até conheço muitos cidadãos da Europa de Leste, e sei bem que há de tudo... como é de esperar, mas que muitos simplesmente estavam desesperados no seu próprio país e saíram deste por não terem outra escolha... tal como aconteceu connosco no passado e recomeça a acontecer actualmente.

RosaLatina escreveu:
...Como podemos nós ter as portas abertas a tanta gente, se este país já pareçe o metropolitano em hora de ponta? Imigrantes sim, mas só quando houver trabalho e dignidade, 1º para o cidadão português.

Tem razão e está errada cara amiga.
Tem razão quando diz que não podemos estar a aceitar gente ao disparate.
Está errada quando diz que só após os Portugueses terem trabalho, pois conheço muitos que se recusam a fazer trabalhos cá em Portugal por estes estarem abaixo da sua "dignidade".
Quantos varredores de rua é que a amiga conhece que são Portugueses? Só os mais velhos, pois os mais novos são quase todos de Leste ou Brasileiros... Onde estão os Portugueses necessitados de trabalhar?
Eu sou a favor de que se compilem listas de necessidades... não surgem candidatos para essas vagas, então que entre gente para as ocupar. Haja ou não desemprego por cá.
Para mim foi de louvar a atitude de uma autarca (acho que era uma Sra.) que após convidar Portugueses para se irem estabelecer no seu concelho, o que ninguêm aceitou, convidou Brasileiros para o mesmo e muitos aceitaram.

É esta a realidade cara amiga.
Eu sei que a amiga tem um grande apreço pela Cultura Brasileira, assim como eu tenho pelas Culturas Africanas.
Mas em todo o caso, não é a ver apenas o que acontece de errado que podemos julgar cada caso. Temos de ver o que deu origem a estes erros e primeiramente corrigir os mesmos antes de avançarmos para as soluções aos problemas.

Um abraço,

IzNo

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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Sex 6 Out - 4:23

RosaLatina escreveu:
Minha cara, infelizmente em Portugal não há Entidades competentes para nada, quanto mais para fazer frente a crime organizado.

Relativamente às nossas Estruturas, não temos estrutura para a população portuguesa, quanto mais para os vindouros. Só a título de exemplo. Ainda há 2 anos atrás, as crianças podiam ser vacinadas em qualquer Centro de Saúde, fosse de Lisboa ou do Brasil, fosse clandestino ou não. Ora o que aconteceu? não havia estruturas para tal e as vacinas básicas para a poliomelite, estavam esgotadas. Ao fim de meses de espera e regressando as vacinas aos postos de saude, passou a só poder ser vacinado cada um no seu posto correspondente. Imagine-se quantas crianças que se encontram cá com seus pais clandestinamente , ficaram sem vacinas? Isto , como muitos outros casos semelhantes, já é uma questão de saúde pública e muito grave. Presentemente o Estado português vem-se desrresponsabilizando das suas funções, cada vez as estruturas do país são mais débeis e cada vez temos cá mais gente, nos poucos Kilómetros que tem Portugal.

Bem Haja

Mas cara amiga, tem toda a razão no que diz.

Por isso temos sim é de culpar os culpados, que são os sucessivos Governos que não arranjam por formas de resolução para cada situação ou que não têm a coragem política de as implementar.

Um abraço,

IzNo

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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Sex 6 Out - 10:57

Meu caro amigo Izz, como sempre me deliciei ao ler os teus posts. Com o tempinho curto que agora disponho, vou apenas "rebater" um aspecto ou outro.

"Mas isso agora não interessa, pois o que lá vai, lá vai. Apesar de eu continuar a achar que o Estado Português deveria oferecer passaportes Portugueses a TODOS aqueles que ainda se sentem Portugueses... fossem estes Indianos ou Africanos, tal como o fizemos em Macau (coisa que o Reino Unido NÃO fez em Hong Kong).

Plenamente de acordo contigo Izz, também considero um erro muito grave, o negar-se a identidade portuguesa a todos aqueles, que ainda se sentem portugueses e aos descendentes destes mesmos, a quem foi transmitida a nossa cultura.

"então somente temos de implementar medidas para a emigração que apostem na entrada de aqueles que estejam interessados em se acultural... nem que seja minimamente."

Plenamente de acordo, como diz o velho ditado, em Roma sê Romano e posso dizê-lo com tranquilidade, porque sempre que estou fora do país, tento respeitar os costumes dos povos.

"É simples... SE não compramos o que é nosso, as nossas fábricas e empresas fecham, se estas fecham... criam desemprego, se há desemprego não há dinheiro para fazer compras... e por aí fora.
É um ciclo vicioso."


Sim, infelizmente é uma realidade, mas bem sabes que a mentalidade do povo português se esqueceu há muito de fazer um esforço pela Nação. Realmente há crise, mas não se prescinde do novo hábito de comer fora no Centro Comercial. Com um esforçosinho(mais um, lol, porque isto,está realmente muito mau) talvez se conseguisse comprar mais produto nacional.

"Quantos varredores de rua é que a amiga conhece que são Portugueses? Só os mais velhos, pois os mais novos são quase todos de Leste ou Brasileiros... Onde estão os Portugueses necessitados de trabalhar?"

Bom, os varredores de Rua, estatais têm de ter identidade portuguesa, dado ser condição para ingresso na administração pública ou local. Quanto Á construção civil, só encontras estrangeiros porque o patrão não quer portugueses, pois a esses teria de dar as condições previstas nas leis laborais, enquanto os imigrantes trabalham sem descontos para a segurança social, e outras obrigações legais similares.

"Eu sei que a amiga tem um grande apreço pela Cultura Brasileira, assim como eu tenho pelas Culturas Africanas"

Meu caro amo tanto a cultura brasileira, quanto a cultura africana, bem como seus povos.

Um grande abraço, meu caro Izz
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Sex 6 Out - 12:06

RosaLatina escreveu:
...Bom, os varredores de Rua, estatais têm de ter identidade portuguesa, dado ser condição para ingresso na administração pública ou local. Quanto Á construção civil, só encontras estrangeiros porque o patrão não quer portugueses, pois a esses teria de dar as condições previstas nas leis laborais, enquanto os imigrantes trabalham sem descontos para a segurança social, e outras obrigações legais similares...

Cara amiga, em Faro posso-te afiançar que temos muitos varredores que não são Portugueses... na realidade são capazes de ser a maioria.
Agora SE trabalham directamente para o estado ou para uma empresa subcontratada... isso já não tenho a certeza... mas são capazes de ser subcontratados.

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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Sex 6 Out - 12:31

Certamente, caro Izz, agora me lembei, infelizmente, é essa a política de muitos Municípios. Os funcionários passam a excedentes, especialmente no que toca ao trabalho operariado, com os da varredura e os do ambiente (lixo), para passarem a contratar empresas privadas. Ora ai está mais uma forma dos autarcas encherem os bolsos, sempre que há renovação de concursos para a escolha de empresas de prestação de serviços. E aí, claro está, nem querem portugueses. Vopu-te contar uma história pessoal, como exemplo. O meu marido, espero ano e meio para que Portugal lhe desse a equivalência ao curso de Engenharia Civil, tirado na UNAMA(Universidade dó Estado da Amazónia, sita na capital do Estado do Pará, Belém). Enquanto a equivalência não vinha, tentou de tudo. Ao telefone, perante o sotaque brasileiro eram rosas, na hora da contratação, quando apresentava o seu BI português, dado que é um luso-brasileiro de dupla nacionalidade, deixava logo de servir para os cargos a que concorreu, desde balcão de loja, caixa de supermercado, e operário de construção civil, ramo que ele conhecia tão bem, sendo engenheiro com larga experiência no acompanhamento e controlo de obra. Os recrutados? lol, tudo clandestino sem qualquer direito, ou que ainda tinham vistos de 6 meses, era a garantia do patrão, ganhar muito e gastar pouco. Izz, o português exige como é seu diireito, salário de tabela e descontos para a segurança social. Os imigrantes, nada existem, trabalham a troco de muito pouco, que nas suas terras vale muito. Izz, tudo o que se conquistou, está a perder-se lentamente, este Governo vai rebentar com o nosso país. Ontem, com orgulho, voltei a ver uma manifestação comojá não se fazia desde o 25 de Abril, pelos professores. O país está em revolta total. Voltar ao trabalho precário e À escravidão, é retroceder no tempo. Meu amigo, os imigrantes que trabalham, como trabalham e da forma que trabalham, são a nova escravatura do século XXI. É isto que a juventude tem de ver, é ela que tem de travar o retrocesso, senão qualquer dia parece que vivemos no limiar da Revolução Industrial.
Izz, como sempre te disse, não tenho partido político, nem gosto de política. Não sou nem de esquerda, nem de direita, nem do centro. Sou apenas alguém que não admite e estará sempre contra, o abuso dos seres humanos, seja através da força física ou do capital. Sonho com uma sociedade justa, honesta e sincera, sonho com um Homem livre, com um Homem que possa sonhar, Gritar bem alto seus ideais...bom...eu sei....sonho com a Utopia.

Um abraço, caro amigo
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Sex 6 Out - 13:52

Cara amiga!

Emresposta ao seu post de 05 de Outubro.

Não seja tão pessimista àcerca das nossas entidades,pois tem-se modernizado ùltimamente e estão em contacto com as polícias e entidades dos outros países,aliás,com a situação presentemente da Europa unida e de portas abertas,teriam mesmo de se adaptar ao tempo presente.

Quanto ao seu restante parágrafo acho que essas situações terão de ser resolvidas pelas entidades próprias das mesmas.

Por isso,não acho que seja um contraponto forte à entrada de imigrantes no nosso país, desde que cá se consigam integrar,com o acentimento governamental,é claro,como já no meu último post de 05 de Outubro mencionei,dando-lhes todas as condições para viverem condignamente.

Nestas condições todos caberão .

Este terá de ser um assunto prioritário para o nosso governo,não se podendo desresponsabilizar do problema,caso contrário os portuguêses terão de o exigir através das diversas formas ao seu dispôr pela lei.

Um abraço da Beladona
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Sab 7 Out - 11:12

beladona escreveu:

Não seja tão pessimista àcerca das nossas entidades(...)

Por isso,não acho que seja um contraponto forte à entrada de imigrantes no nosso país, desde que cá se consigam integrar,com o acentimento governamental,é claro,como já no meu último post de 05 de Outubro mencionei,dando-lhes todas as condições para viverem condignamente..

Este terá de ser um assunto prioritário para o nosso governo,não se podendo desresponsabilizar do problema,caso contrário os portuguêses terão de o exigir através das diversas formas ao seu dispôr pela lei.

Um abraço da Beladona

Minha cara amiga

Infelizmente ando mesmo muito pessimista no que se refere às nossas Entidades, e já não é de hoje, nem de ontem. O pessimismo é tal que lhe garanto que só com muito esforço é que não emigrei já, para fora desta velha Europa, apenas porque defendo o lema, que precisamos de estat todos juntos, numa luta por um Portugal melhor, e no próprio campo de batalha.

Também estou de acordo consigo, quando diz e com razão, que é preciso criar condições para a imigração, mas será o nosso Governo capaz disso?
Capaz ou verdadeiramente interessado na resolução de mais este problema, se não consegue resolver e se desresponsabiliza cada vez mais, pelo papel que considero que o Estado deve ter que são as garantias básicas da saúde e da educação?

O meu bem haja
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Beladona

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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Sab 7 Out - 12:16

Cara amiga!

É claro que nem sempre tudo é ou está como desejamos ou merecemos.

O povo português teve sempre ao longo dos tempos desiluzões com aqueles que os têm governado ,quer sejam de direita ou de esquerda.Já estamos habituados...

Temos aspirações,temos desejos de um mundo melhor no qual todos tivessem o seu cantinho e um mínimo de conforto e benfeitorias sociais.

Não pedimos muito...Só que temos o azar de viver onde a corrupção e o compadrio imperam,acho que isso já está impregnado em todos aqueles que nos governam ou esperam vir a fezê-lo.

Mas,como já disse acima,temos de ter esperança,e se começar por nós e pelos que nos são afectos,lutar pelos nossos direitos,denunciar a corrupção,etc.,e fazermos o pssível por sermos honestos e denunciar tudo o que não seja ou esteja correcto,já é um princípio.

Os governos vão até onde o povo deixa ir...E se não estão a fazer nada,só temos de os demitir.

Temos de ser um povo mais interventivo politicamente,o que não tem acontecido e a desiluzão torna-nos mais e mais abatidos e inativos ou passivos,até mesmo pelo canssasso,de tudo o que vemos à volta e da nossa luta diária pela sobrevivência.

Tenho um exemplo flagrante:

O povo brasileiro, tão desnivelado,mas,vejo nos mais necessitados uma força e energia fortíssima e sempre com uma alegria de viver espantosa,acho-os um exemplo.

Por isso não desista ou se desiluda,faça o que acha que é melhor pelo seu país.

E tenhamos esperança...

Um abraço da Beladona
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Dom 3 Dez - 13:54

Tradição cultural e liberdade pessoal
Franscisco Sarsfield Cabral
Jornalista, in JN

"Os americanos vão construir um muro de 1100 quilómetros na fronteira com o México. Calcu-la-se que por ali passem, ilegalmente, cerca de dois milhões de mexicanos por ano. E em alguns países europeus - Espanha, Itália - as tentativas dos norte-africanos para chegarem à Europa assumem dimensões alarmantes e trágicas.

Insiste-se na necessidade de a União Europeia (UE) adoptar uma política comum de imigração. Tem lógica, uma vez que há liberdade de circulação de pessoas dentro da UE, em particular no chamado espaço Schengen. Um Estado membro que seja mais permissivo na entrada de estrangeiros (por exemplo, legalizando com frequência os que entraram clandestinamente) afecta outros países da UE, aonde os imigrantes podem acabar por ir parar.

Não são menores as preocupações quanto à maneira de integrar os estrangeiros, inseridos noutras culturas, que já vivem nas nossas sociedades. E os imigrantes no mundo já andam perto dos 200 milhões. Há 40 anos eram menos de metade. O problema tende, pois, a aumentar.

O chamado modelo multicultural, tolerante e respeitador dos valores, hábitos e práticas dos estrangeiros - iniciado no Canadá há 35 anos - esse modelo parece ter falhado na Grã--Bretanha e na Holanda. Já se levantam aí vozes contra o uso do véu islâmico.

A verdade, porém, é que o modelo francês de assimilação (que proíbe o véu islâmico nas escolas do Estado, por exemplo) não se revelou propriamente um êxito. E que o multiculturalismo não está esgotado, desde que se lhe reconheçam os limites.

Embalados na ideia de que os portugueses não são racistas nem xenófobos, estas questões suscitam pouco interesse por cá, apesar de já termos muitos imigrantes entre nós. É uma ilusão: não podemos continuar a fingir que ignoramos os frequentes insultos dirigidos a jogadores negros em estádios de futebol em Portugal.

O multiculturalismo encerra uma verdade importante, que o individualismo liberal tende a esquecer: há nas pessoas uma dimensão colectiva. A minha identidade é, em parte, constituída pela sociedade e pela cultura onde nasci. Se não fosse português, já não seria eu.

Por isso, respeitar a identidade e até a autonomia de uma pessoa implica não lhe arrancar à força a sua cultura comunitária. Tal violência significaria obrigá-la a ser outra pessoa, acção profundamente antiliberal.

A liberdade cultural é, assim, inerente a uma sociedade pluralista livre. Mas essa liberdade não significa apenas tolerância face às várias maneiras de viver e de pensar que existem nas nossas sociedades cada vez mais multiculturais. Implica, também, que cada pessoa seja livre de seguir ou de abandonar a cultura tradicional da sua comunidade.

Este ponto tem vindo a ser levantado por Amartya Sen. Ele sublinha que não se pode confundir liberdade cultural com conservadorismo cultural. E não é preciso puxar muito pela imaginação para ver que pode existir um conflito entre a liberdade individual (a livre escolha por parte de cada um) e a liberdade comunitária (a possibilidade de uma minoria manter a sua cultura repressiva da autonomia pessoal). Ignorar tal conflito é meter a cabeça na areia.

Não é admissível que certas comunidades obriguem os seus elementos a seguir todos os preceitos e regras tradicionais da sua cultura de origem, em particular na esfera religiosa. As pessoas - todas as pessoas - devem ser livres de escolher se querem manter-se nas tradições onde nasceram ou se aderem a outros valores e outras concepções de vida.

Ora dar um tal valor à liberdade pessoal é próprio da cultura ocidental e não se encontra - pelo menos com a mesma força - noutras culturas. Preservar a liberdade de escolha de pessoas inseridas em algumas comunidades tradicionais representa ir contra a cultura dessas comunidades. Ou seja, o multiculturalismo jamais pode ser absoluto. Tem limites.

E não apenas este limite. Há costumes e tradições em algumas culturas que, por muito que as respeitemos, não podemos aceitar. Por exemplo, a eliminação de recém-nascidos com deficiências físicas. Ou a excisão genital feminina.

É perigosa a ilusão liberal de que o Estado e a sociedade podem ser totalmente neutros em relação às várias concepções de vida. Não podem. E, de facto, nunca o são.

Mas, se tivermos em conta esses limites, a sociedade e o Estado liberais representam, sem dúvida, um enorme progresso de civilização, que importa preservar no presente quadro multicultural. "

Considerei este artigo espetacular. Estou em perfeita sintonia com as ideias do autor.
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Beladona

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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Sex 5 Jan - 15:13

Caros amigos

Se me permitem,vou passar a colocar uns posts sobre o Islão para ver se consigo mostrar um pouco do que ele é.

Para começar passo a descrever que a palavra islãn provém da quarta forma verbal da raiz slm:aslama,"submeter-se" e significa "submissão (a Deus)";muslin,muçulmano,é o seu particípio activo:"(aquele) que se submete (a Deus)".

O Islão é uma das mais importantes religiões da humanidade e está hoje presente em todos os continentes.Ele predomina no Médio-Oriente,na Ásia Menor,na região caucasiana e no norte do subcontinente indiano,na Ásia do Sul e Indonésia,África do Norte e Oriental.

Quero também falar já no termo Jihad que significa literalmente sacrifício ou esforço a nível pessoal.Segundo o que foi em tempos meu colega de escola e hoje é o Xeque David Munir imã da Mesquita Central de Lisboa,costuma dizer:"...O maior Jihad é a luta contra o nosso ego,é o esforço de apuramento pessoal.A palavra tem sido usada como sinónimo de guerra santa,mas o Islão só admite a guerra santa em caso de defesa e não para atacar..."cont....
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Longair

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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Sab 6 Jan - 8:13

pois o islão é bom para se ler assim como a biblia, lindos livros agora na pratica até se podem aproveitar algumas partes mas como tudo tb tem erros pois errar humanum est e ambos os livros foram escritos por homens Smile
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Beladona

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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Sab 6 Jan - 18:15

Ninguém diz o contrário,caro amigo,de que é o homem (no meu entender) que faz ou fêz as religiões e que as molda aos seus interesses.

Mas,continuando:

A Arábia antes do Islão

É o território do politeísmo semítico,do judaísmo arabizante e do cristianismo bizantino.As regiões do Norte e do Leste,atravessadas pelas grandes rotas comerciais,foram profundamente influenciadas pelo helenismo e pelos Romanos.No tempo de Muhammad,o culto dos deuses tribais tinha colocado em segundo plano a antiga religião astral do Sol,da Lua e de Vénus.A principal divindade tribal era adorada sob a forma de uma pedra,meteórica talvez,de uma árvore ou de um bosque.Erguiam-se-lhe santuários,faziam-se-lhe oferendas e sacrificavam-se animais em sua honra.A existência de espíritos omnipresentes,por vezes malignos,chamados jiins,era universalmente reconhecida antes e depois do advento do Islão.Al-lãh,"Deus", era venerado juntamente com outros grandes deuses árabes.As festas,os jejuns e as peregrinações eram as principais práticas religiosas.O henoteísmo e o monoteísmo do culto de al-Rahmãn eram igualmente conhecidos.Algumas das grandes e poderosas tribos de judeus tinham-se estabelecido nos centros urbanos como o do oásis de Yathrib,que ia mais tarde chamar-se Medina (Mad'ina,"A Cidade").As missões cristãs tinham feito alguns prosélitos (sabe-se de um na família da primeira mulher de Muhammad).No século VI d.C..Meca (Makka),com o seu santuário da Ká'bah em volta do famoso meteorito negro,era já o centro religioso da Arábia Central e uma importante cidade comercial.Durante toda a sua vida,Muhammad ia deplorar as suas estruturas sociais,a rudeza dos seus cidadãos,as suas diferenças económicas,a sua moralidade decadente...cont.
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Dom 7 Jan - 6:33

so para dizer que o que esta dentro da kabah é uma pedra, meteorito Smile
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Seg 8 Jan - 13:29

Caro Longair,a Ka'bah (árabe "cubo"),habitáculo de granito da Pedra Negra de Meca,é centro da oração muçulmana (salat) e da peregrinação (hadj),quando os fiéis passam e lhe tocam,todos vestidos de branco é quase obrigatória a todos os fiéis a ida a este centro de Fé e de purificação, pelo menos uma vez na vida de cada crente...
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Seg 8 Jan - 13:39

eu sei mas naq mesma não passa de um meteorito, assim como a biblia não passa de um livro
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Seg 8 Jan - 14:15

Muhammad nasceu numa família de comerciantes de Meca (família dos Haxemitas,tribo dos Qurays) por volta de 570.Ficando pobre após a morte dos pais e avô,ele lança-se em iniciativas na área comercial.Aos 25 anos,casa com o seu empregador,uma viúva rica de 40 anos de nome Khadija.Por volta de 610,aquando de uma das meditações solitárias que ele fezia periodicamente nas grutas perto de Meca,começa a ter visões e revelações auditivas.Segundo a tradição,o arcanjo Gabriel apareceu-lhe e mostrou-lhe um livro para o ler (Iqra'!,"Lê").Muhammad desculpou-se muito por não saber ler,mas o anjo insistia e o profeta ou apóstolo (rasul),de Deus pôde ler sem dificuldade.cont...
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Seg 8 Jan - 16:12

cont:

Nos anos que se seguem,ele teve muitas outras revelações,algumas das quais iriam constituir a teologia do Alcorão.Uma das revelações,revogada mais tarde e atribuída a Satã,reservava um papel de intercessores junto de Alá a três deusas locais muito populares.À medida que Muhammad ganhava apoiantes,a oposição à sua mensagem tornava-se mais intensa.Acusavam-no de mentir,pedia-se-lhe que fizesse milagres para provar o seu estatuto de profeta e a sua vida estava em perigo.Portanto,ele procurava para o seu movimento novas adesões que vieram de Medina,uma cidade situada a 400 km ao norte de Meca,abrigando um número considerável de judeus.cont...
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MensagemAssunto: Re: Diversidade Cultural   Seg 8 Jan - 16:42

cont:

Os apoiantes de Muhammad começaram a instalar-se e em 622 o próprio Muhammad e o seu conselheiro Abu Bakr partiram em segredo para Medina.Este acontecimento chamado Hijra,"Emigração" (Hégira),marca o início da era islâmica.Mas, a transposição em anos de d.C. não se faz simplesmente por adição de 622 ao ano de Hégira,dado que o calendário religioso islâmico é lunar e só tem 354 dias.
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