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 Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?

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vm



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Data de inscrição : 23/07/2006

MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sex 19 Jan - 14:02

Traduzindo apenas a parte sublinhada, em 90 % dos Condados americanos (equivalente aos municipios portugueses) não existem Clinicas de Aborto nos dias de hoje e muitos outros abrem apenas um dia por semana por algumas horas. Em alguns ESTADOS existe uma única clinica para abortos (o que é equivalente a dizer que em Portugal existiria apenas 1 hospital para todas as mulheres que quisessem abortar).

Desde 1987 que o número de clinicas para aborto não era tão baixo.


Isto é realmente significativo mostrando como foi uma experiência que falhou.
No fundo não deixo de me lembrar do que se passou com a co-incineração. Quando todos se encontravam a abandonar ou procurar alternativas, Portugal decidiu apostar nela (e também aí mais por teimosia do que por dados concretos e cientificos). Hoje o mesmo se passa com o aborto. Quando os outros reconhecem que foi uma tentativa de resolver problemas que não são resolvidos dessa forma, pretendem certos sectores da sociedade portuguesa realizar esta aposta falhada.

Portugal precisa de medidas que pensem no futuro e não que escondam os problemas sociais que temos. Incentivar a natalidade através de politicas sociais, de abonos que realmente possam ser considerados subsidios e como é claro fomentar o desenvolvimento económico e a integração social como objectivo ultimo.

O aborto não passa de uma fuga aos verdadeiros problemas que assim vão continuar por resolver e as famílias a sofrer da pobreza e exclusão que hoje conhecemos em tantas...
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Longair



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sex 19 Jan - 14:05

hum bem apresentado caro vm mas ao entrar-mos nas hipoteses do pode ser ou não é Smile la vai morrendo ou ficando esventrada mais uma mulher ou menina
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vm



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sex 19 Jan - 14:17

mas não são os argumentos do sim também baseados em suposições?

Por exemplo em relação ao caso do fim do aborto clandestino imagine o seguinte cenário:

Uma jovem engravida por exemplo numa terra pequena com um unico hospital.
A jovem tem medo e vergonha de ir ao Hospital publico porque já se sabe como as coisas funcionam e na prática a confidencialidade é dificil de garantir até porque se calhar trabalha lá alguém da familia.
Essa jovem vai recorrer ao aborto clandestino, indicado pela amiga para evitar a descoberta da sua situação.... e isto é apenas um dos vários cenários possíveis....
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Longair



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sex 19 Jan - 14:28

sim o aborto ainda é retratado socialmente como um estigma sem falar na famosa dor de corno possivel Smile mas pelo codigo de hipocrates os médicos estão sugeitos ao sigilo e depois a sociedade tem que deixar de querer meter a colher em toda a vida intima de cada um qual julgamento pois é a mesma que se atropela, sim o que vc diz é correcto acontece e vai continuar se o sim ganhar, mas com o sim ganho ja é meio caminho andado, com o não continuamos no inicio Smile o futuro onde socialmente as mentalidades estaram mais abertas mais compreensivas, tudo tem um principio penoso um meio terrivel mas um fim glorioso Smile mas o ser humano tem o seu tempo de vida e para algumas torna-se curto Sad
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sex 19 Jan - 14:45

Caro VM

Quer comparar o tipo de liberdades dos EUA com as de Portugal?Onde estão elas em especial em alguns estados onde ainda há a pena de morte?
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vm



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sex 19 Jan - 15:15

Quer comparar as liberdades existentes nos Estados Unidos da América que são uma democracia desde 1776 com Portugal que o é apenas há 30 anos e está já claramente esgotada e em ruptura.

Ou seja são 230 anos de experiência democrática contra 24 (se considerarmos a estabilização em 1982)

A pena de morte nada tem a ver com liberdades cara Beladona até porque alguns dos Estados mais liberais e progressistas onde o aborto consegue granjear mais apoios como é o caso da California e Nova Iorque mantêm e aplicam a pena capital...
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Reiziger



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sab 20 Jan - 14:34

vm escreveu:
Hoje falei aqui nos Estados Unidos e é deveras interessante analisar o que por lá se passa. Como um país que introduziu bastantes liberdades no campo do aborto, vê agora que foi um erro, rejeitando um cada vez maior número de americanos esta via para 'solucionar' seja o que for.

Quer-me a mim parecer que todo o artigo é parcial na sua análise.

Apontar o êxito do planeamento familiar e a resolução das causas sociais do aborto como uma vitória do não é um contrassenso!

As clínicas estão a fechar porque as pessoas recorrem menos a elas, não que não possam faze-lo! Isto só quer dizer que a despenalização não contribuiu para o aumento do aborto, mas pelo contrário forçou o poder político a tomar medidas de base que implicasse menos pessoas a recorrer a esse expediente!! O Sr. acabou de desmitificar o dogma do aumento!!

Ali quanto à democracia Portuguesa, olhe que o regime democrático tem mais que 30 anos, esqueceu-se de incluir o período de 1834 a 1928.

Quanto à sua chamada de atenção relativamente aos EUA. O que diz é a mais pura verdade. Eu apenas quiz simplificar estereotipando. O regime partidário deles é bem diferente do nosso, resultado das candidaturas uninominais. Não concordo quando diz que os verdadeiros EUA é a América profunda. Isso para mim é a metade, Reino de Cristo. O litoral é os EU da Europa tendo-o como alusão aos resultados das últimas presidenciais. Foi apenas isso que quiz dizer.

O fundamental é existe equilíbrio ao passo que deste lado do "lago" não. Cada vez estamos mais velhos e a provincia cada vez mais deserta de pessoas.
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Reiziger



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sab 20 Jan - 14:36

Cara Beladona.

Espero que tenha razão. Confiemos que sim.
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vm



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sab 20 Jan - 14:50

Acho que há aí uma análise um pouco parcial. O que se passa nos EUA não é uma redução por melhoria das condições sociais, porque quanto a essas as opiniões dividem-se e existe uma grande proporção da população que não vive propriamente o 'sonho americano'. O que se passa é um regresso aos valores tradicionais com a consequente rejeição do aborto por razões morais e éticas.
A luta sim/não tomouo proporções bastante grandes na ultima década com uma clara progreção do não e uma reconquista de algum terreno que havia sido perdido.

O aumento dos abortos pode de facto acontecer se não existir o regresso aos valores que sucede na América e a vitória do conservadorismo como reacção à crise nesse campo exemplificada por escandalos politicos que abalam as bases sociais americanas.

Quanto ao litoral americano, a sua análise é também bastante linear e não basta como já vimos analisar as vitórias Democratas/Republicanos para tirar qualquer tipo de conclusão. Existem Republicanos menos conservadores que alguns Democratas!!

Quanto ao nosso regime democrático de fins da monarquia, que foi também bastante intermitente (ditaduras de João Franco e afins) é aliás bastante parecido com o actual, fundamentado no rotativismo partidário e na corrupção!!

Uma vez mais reafirmo a necessidade de lutar por políticas de incentivo à natalidade e não o contrário...
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Reiziger



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sab 20 Jan - 15:06

Curiosamente no período Franquista a Carta vigorava e o Rei emposso-o como governo de transição entre eleições com o máximo de tempo previsto na lei.

Caro vm não me quer parecer que o retorno aos valores tradicionais seja a única razão para a diminuição do nº de abortos. O movimento pelo não até pode ter ganho terreno, mas isso não é significativo de que a redução venha daí. Eu apontaria para 3 décadas de pleaneamento familiar e educação sexual, como aliás tem sido o denominador comum em muitos outros países.

Agora o que isto nos mostra claro é que se pode despenalisar sem medo do cataclismo social, que tem sido uma das bases de apoio do não.
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mfernandes



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Seg 22 Jan - 14:09

O aborto, a angústia e os direitos

João César das Neves
Diário de Notícias
Professor universitário
naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt

Nos debates sobre o aborto, os argumentos invocados são uma multiplicidade impressionante. Fala--se de tribunais e maternidades, clínicas espanholas e classes sociais, prisões, embriões, semanas, impostos e decretos-leis. No meio de assuntos tão variados, apresentados de forma tão intensa, é fácil perder de vista o essencial.

Ninguém duvida que a questão do aborto cruza problemas distintos.

Mas ele nasce de um dilema muito simples, e muito doloroso, situado no seu núcleo essencial. É esse dilema que gera a enorme dificuldade da questão e motiva o debate tão decisivo e apaixonado. Todos os outros aspectos e pormenores perdem o valor perante esta dualidade elementar.

Na questão do aborto voluntário verifica-se a contraposição entre dois valores básicos e fundamentais: o direito à liberdade da mãe e o direito à vida do embrião. Aliás, os próprios movimentos que se opõem manifestam isto mesmo, ao denominarem-se respectivamente "pela escolha" e "pela vida". Assim, a resposta à pergunta do referendo apresenta-se de forma cortante. Quem acha que a liberdade da mulher para determinar a sua vida e o seu corpo é essencial deve votar "sim". Quem pensa que o direito à vida do embrião é dominante deve votar "não".

Ninguém duvida que cada um destes direitos representa algo de essencial na dignidade humana. O específico no debate do aborto é que cada um deles, sendo fundamental, se opõe ao outro que é igualmente fundamental. Assim, de certa maneira, ao defender um se está implicitamente a menosprezar o outro. Isto é que torna a questão tão angustiante. A sua dificuldade vem precisamente deste custo: secundarizar e diminuir algo de vital ao proclamar um aspecto também vital.

Ter consciência deste custo ajuda, não só a ver a importância da questão, mas também a entender e, talvez, a respeitar os adversários. Eles lutam por um valor que não podemos deixar de reconhecer. Percebe-se também que, dada a dificuldade do dilema, tanta gente procure escamotear a questão levando-a para campos acessórios. Mas a verdade irredutível é que o problema mantém sempre toda a sua dolorosa acuidade: dois direitos básicos opõem-se quando uma mulher contempla abortar o filho que gerou.

Todos os outros elementos e argumentos, dos traumas pós-aborto aos riscos para a saúde pública, das razões sócio-económicas à constitucionalidade da lei, só ganham significado na solução deste dilema central. Que interessa o défice do orçamento perante os riscos da liberdade individual? Que significam os inconvenientes pessoais face a uma vida humana em risco?

Mas, como vimos, o peso de cada um desses valores mede-se no confronto com o outro. Essa é a gritante dificuldade. Quem vota "sim" tem de estar preparado para levar a sua defesa da liberdade da mulher a ponto de se sobrepor à vida do filho em gestação. Deve votar "não" quem acha que a vida do embrião tem um valor tão grande que chega para sacrificar a liberdade da sua mãe em definir o seu futuro num momento tão doloroso. Um "sim" está pronto a destruir uma vida e um "não" prepara-se para restringir uma liberdade pessoal fundamental. Este é o profundo dramatismo do dilema. Não há volta a dar-lhe: é preciso escolher uma resposta e ela, qualquer que seja, tem sempre implicações terríveis.

Não admira também que tanta gente opte pela abstenção. Mas a fuga nada resolve e o dilema mantém-se mesmo para os que não olham. Por outro lado, quem diz que a lei deve deixar uma questão tão importante à decisão de cada um abre involuntariamente a porta a potenciais atrocidades. No fundo, os primeiros votam "não" sem querer, pois a abstenção favorece o quadro vigente, enquanto os segundos ambiguamente concordam com o "sim", e ambos de forma passiva. Nunca se esqueça de que o regime nazi se afirmou perante a abstenção de uns e a demissão de outros.

Este é o dilema elementar do referendo. Mas existe um detalhe que rompe o paralelismo: os dois lados não se colocam igualmente perante estes termos. Os defensores do "não" assumem o sofrimento das mães, criando muitas instituições para o aliviar, enquanto os do "sim" costumam escamotear a vida do embrião. Isto só por si revela um facto indesmentível: postos francamente em confronto, o valor da vida sobrepõe-se naturalmente ao da liberdade. Sem liberdade a vida resiste, mas sem vida não há nada. Essa é a razão por que em todas as civilizações da História o aborto provocado foi em geral sempre repudiado.
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Reiziger



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Seg 22 Jan - 17:15

quid pro quo
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mfernandes



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Ter 23 Jan - 5:07

http://www.youtube.com/watch?v=AfrMHnT3jKE
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Longair



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Qua 24 Jan - 13:36

Reiziger traduz la o quid pro quo ke na encontro no diccionario Smile
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Anonymou
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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Qua 24 Jan - 14:41

Longair escreveu:
Reiziger traduz la o quid pro quo ke na encontro no diccionario Smile

«Qui pro quo» (qui, não «quid») é uma expressão latina que significa, à letra, «qui em vez de quo». «Qui» e «quo» eram formas do pronome relativo (que, quem) usadas consoante o contexto gramatical. Se se empregasse uma pela outra, surgia o equívoco, o erro de interpretação. É este o sentido que a expressão «qui pro quo», aportuguesada no termo quiproquó, tem hoje: equívoco, confusão, mal entendido.
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Reiziger



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Qua 24 Jan - 17:05

Quid pro quo (Latin for "something for something" [1]) indicates a more-or-less equal exchange or substitution of goods or services. English speakers often use the term to mean, "a favor for a favor," and the phrases, "what for what", "give and take" and "tit for tat" have similar meanings. In Portuguese and French it means a misunderstanding: taking one thing to mean or be another, as it does in Italian, where it is used in its original form: qui pro quo [2]. In those languages, the (Latin) phrase corresponding to the English usage is do ut des (Latin for "I give, so that you give").

http://en.wikipedia.org/wiki/Quid_pro_quo

Caro Longair

Quer no seu sentido em Inglês quer no Português entenda a expressão como preferir.

Veja as coisas assim: O que é que dão para ter o que pretendem? Nada? Então é tudo o equívoco.

Usei o Quid em vez de Qui exactamente para enfatizar a forma inglesa de interpretação.
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Anonymou
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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Qui 25 Jan - 12:43

Ouvido hoje de manhã, no Metropolitano:

Primeira jovem: "Vais votar 'sim' no referendo ao aborto, é?"
Segunda jovem: "Sim, votar 'sim' é o que está a dar. É 'fashion', amiga!"
Primeira jovem: "Tá-se!"

NO COMMENTS!
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Reiziger



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Qui 25 Jan - 16:43

É tão válido como a opinião do Sr. Prof. Vale um voto!!
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vm



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sex 26 Jan - 12:14

Ora aí está a fraqueza desta democracia, não é o 'poder no povo' mas sim o 'poder na populaça'...
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Longair



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sex 26 Jan - 12:36

obrigado pela explicação Smile quanto á democracia a sua fraqueza está no seu sentido utopico Smile
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Reiziger



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Dom 28 Jan - 7:44

vm escreveu:
Ora aí está a fraqueza desta democracia, não é o 'poder no povo' mas sim o 'poder na populaça'...

existe outra forma de democracia?
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Dom 28 Jan - 12:51

in Notícias Magazine nº766 do DN de 28-01-2007
da jornalista Célia Rosa

OMS defende aborto seguro

Aborto,abortamento,desmancho,desarranjo ou interrupção voluntária da gravidez(IVG).Chame o que quiser,ou o que mais lhe convier,a uma prática que é tão velha como a humanidade.O aborto provocado existe desde sempre ou,pelo menos,desde que homem e mulher sentiram o pulsar da sexualidade.Há uma eternidade.Ao certo ninguém sabe,mas seguramente muitos milhares de anos antes de se falar em contracepção.

Mas por causa do aborto,e por se quererem desembaraçar de uma gravidez não desejada,milhares de mulheres acabaram por morrer.Muitas outras,milhares também,ficaram estéreis.devido às más práticas e à falta de condições de higiene e segurança a que foram forçadas a sujeitar-se para poderem abortar.É que para expulsar o produto da concepção já se recorreu à magia e à feitiçaria,usaram-se ervas e arbustos diversos,manipularam-se,no interior da cavidade uterina,agulhas,pinças,cateteres urinários e muitos outros objectos,ingeriram-se substâncias tóxicas,experimentaram-se massagens violentas sobre o ventre e muito mais.

Mas hoje,graças à evolução da ciência e da técnica médica,já não é necessário tanto sofrimento para interromper uma gravidez não desejada.mesmo assim,a (OMS) diz que "dos 46 milhões de IVG praticados todos os anos no mundo,sessenta por cento não obedecem a condições de segurança".Consequências?Entre muitas outras,são pelo menos 68 mil mulheres que morrem,anualmente,por aborto inseguro.

68 mil mortes evitáveis

O número foi divulgado pela OMS e pode ser confirmado no Relatório Mundial de Saúde de 2005 que,nesse ano,foi dedicado à saúde materna e infantil.E é nessa publicação,que dá pelo nome Para que Todas as Mães e Crianças Contem,que a OMS lembra que "o investimento contínuo na educação,na informação e na prestação de serviços públicos de contracepção pode fazer muito para minimizar estas experiências".Mas o documento logo acrescenta que "nenhuma política de planeamento familiar consegue evitar todas as gravidezes não desejadas.Contudo,é possível evitar a totalidade das 68 mil mortes,bem como as incapacidades e o sofrimento que acompanham o aborto inseguro".

Segundo a OMS,mesmo que se respondesse a todas as necessidades de contracepção,ainda haveria muitas gravidezes indesejadas e extemporâneas:"Embora a maioria dos métodos de contracepção seja altamente eficaz se forem usados de forma consistente,muitas vezes não se disponibiliza o aconselhamento necessário para garantir o seu uso correcto."E mesmo que todos os utilizadores seguissem as instruções de forma perfeitamente adequada,"ainda haveria cerca de 6 milhões de gravidezes acidentais por ano".

Que fazer,então,para impedir o aborto inseguro? A OMS apela aos governos de todos os países para implementarem as medidas aprovadas na Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento de 1994,no Cairo.A declaração,que também foi subscrita por Portugal,proclama,além da melhoria dos cuidados contraceptivos,"o acesso aos cuidados pós-aborto e a seviços de aborto seguro,tendo em conta o máximo permitido pelas leis locais".

Leis menos restritivas garantem mais segurança

Os primeiros,os cuidados pós-aborto seguros e urgentes,são fundamentais"para resolver as complicações inerentes ao aborto involuntário,bem como às IVG realizadas sem condições de segurança".Os segundos,os serviços de aborto,devem existir para impedir abortos inseguro,esse "problema de saúde pública maior",como lhe chama a OMS.

Mas por que continua a IVG a ser proibida nalguns países?Segundo a OMS,tal acontece devido "às deficiências dos sistemas de saúde" e aos limites impostos no acesso aos cuidados médicos.Consequentemente,"as mulheres,particularmente as adolescentes,as mais pobres e aquelas que vivem nas zonas rurais,muitas vezes não sabem onde encontrar serviços que sejam seguros e funcionem de acordo com a lei.Podem não ter os recursos,o tempo necessário ou o poder de decisão para utilizar esses seviços,mas também podem ser dissuadidas de o fazer,quer pela falta de privacidade e confidencialidade quer pela atitude dos profissionais que prestam esses serviços".Eis algumas das razões por que muitas mulheres "põem as suas vidas em perigo".

Mas mesmo nos pa´ses em que o aborto é uma prática legal,o relatório Para que Todas as Mães e Crianças Contem refere que,frequentemente,tanto "os políticos como os profissionais têm muitas vezes uma ideia muito vaga daquilo que a lei permite e não permite fazer.Pelo que quando a lei é menos restritiva existem,em princípio,mais hipóteses de a mulher interromper uma gravidez indesejada em condições de segurança".

E,quando se trata de IVG,segurança é a palavra de ordem."Do ponto de vista da saúde pública,a diferença entre aborto seguro e aborto inseguro é muito importante.Quando é efectuado por profissionais de saúde experientes,com equipamento apropriado,de acordo com as normas técnicas e sanitárias adequadas,o aborto comporta poucos ou nenhuns riscos.Os casos fatais não são mais do que um por cada cem mil intervenções,o que significa um risco menor do que uma gravidez levada a termo nas melhores circunstâncias".

Todavia,aquilo que a OMS sabe é que mais de 18 milhões de abortos são todos os anos efectuados por pessoas sem conhecimentos necessários ou num ambiente que não obedece aos padrões médicos mínimos,ou ambos,sendo por isso inseguros.Quase todos acontecem em países em vias de desenvolvimento.Quase todos...É verdade.Porque alguns desses abortos inseguros ainda são feitos em Portugal.Só no ano de 2004 deram entrada nas urgências dos hospitais 1500 mulheres com complicações pós-aborto.Os dados são de Direcção-Geral de Saúde e põem a nu uma realidade que alguns teimam em continuar a ignorar.Um custo elevado que se mede em sofrimrnto físico e emocional,mas também em dinheiro.A OMS já fez as contas e esclarece que os serviços de saúde despendem muito mais dinheiro para tratar as complicações do aborto inseguro-que exige a mobilização de camas hospitalares,banco de sangue,medicamentos,salas de operações,anestésicos e médicos especialistas-do que aquele que necessitam para proporcionar às mulheres a IVG segura e a seu pedido.

Tome uma posição.No dia do referendo vá votar!
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Qua 31 Jan - 4:46

Agora que temos novo referendo sobre a IVG aqui fica o poema de Natália Correia para recordarmos:

«O acto sexual é para ter filhos» - disse na Assembleia da República, no dia 3 de Abril de 1982, o então deputado do CDS João Morgado num debate sobre a legalização do aborto.

A resposta de Natália Correia, em poema - publicado depois pelo Diário de Lisboa em 5 de Abril desse ano - fez rir todas as bancadas parlamentares, sem excepção, tendo os trabalhos parlamentares sido interrompidos por isso:

Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -

uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.
( Natália Correia - 3 de Abril de 1982

PS- Se alguém se sentiu ofendido, é favor reclamar junto à falecida Natália Correia, à AR, por permitir tal liberdade por parte da deputada e ao Diário de Lisboa, pela publicação. Bem-hajam
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Beladona



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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Qua 31 Jan - 7:50

Cara amiga

Lol...Bem lembrado!!!!!Já me tinha baseado numa passagem da intervenção havida entre a saudosa Natália Correia (que tive o grato prazer de conhecer nos Açores)e o deputado do CDS João Morgado na Assembleia da República àcerca deste caso que ela passou magistralmente a verso e que a amiga teve o bom gosto de nos avivar a memória o que na altura deu uma celeuma inesquecível...

Um abraço da Beladona
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RosaLati
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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   Sex 2 Fev - 12:14

Aborto: IPSS acusadas de usar crianças
2007/02/02 | 17:07 in Portugal Diário
Em causa está a distribuição de propaganda sobre o referendo



A directora do Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal (CDSS) considerou hoje «ilegítima» a utilização de crianças dos infantários do Centro Paroquial da Anunciada para distribuição de propaganda contra a despenalização do aborto no referendo de Fevereiro.

«Não é legítima a utilização de crianças como veículo de propaganda e, nessa perspectiva, não me parece que tenha sido a melhor forma de fazer propaganda, independentemente das vontades e perspectivas de cada um», disse à Lusa a responsável, Fátima Lopes.

A directora do CDSS falava à Lusa na sequência da indignação dos pais de algumas crianças, devido a uma carta de um feto que se dirigia à mãe, enviada nas mochilas dos filhos pelos responsáveis dos infantários «A Nuvem» e «Aquário», do Centro Paroquial da Anunciada, acompanhada por propaganda da Associação de Médicos Católicos, da Associação dos Enfermeiros Católicos e de outras instituições ligadas à Igreja.

«Querida Mamã. Apesar de tu não teres querido que eu nascesse, não posso deixar de te chamar Mamã. Escrevo-te do mundo do além, para te dizer que estava muito feliz quando comecei a viver no teu seio. Eu desejava nascer, conhecer-te. E pensava que um dia seria uma criança muito alegre», lê-se na carta enviada pelo Centro Paroquial da Anunciada.

«Mas tu não pensavas como eu, não é verdade Mamã? E um dia, quando estava tão feliz a brincar no mais íntimo das tuas entranhas, senti algo muito estranho, que não saberia como explicar: algo que me fez estremecer. Senti que me tiravam a vida. Uma faca surpreendeu-me quando eu brincava feliz e quando só desejava nascer para te amar», acrescenta a missiva, que a mãe de uma criança classifica como «terrorismo, puro e duro».

A directora do CDSS considera que «o teor da carta é demasiado expressivo e não merece qualquer comentário» e defende que a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), que beneficiam do apoio do Estado, não podem tomar posição no referendo.

Fátima Lopes escusou-se, no entanto, a adiantar eventuais medidas que poderão ser tomadas pela Segurança Social, relativamente à instituição que utilizou as crianças para distribuir propaganda contra a despenalização do aborto até às 10 semanas no referendo de 11 de Fevereiro.

A agência Lusa tentou ouvir o Bispo de Setúbal, D. Gilberto, e o Padre Vieira, responsável pelo Centro Paroquial da Anunciada, a que pertencem os infantários «A Nuvem» e «Aquário», mas não foi possível estabelecer contacto em tempo oportuno.
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MensagemAssunto: Re: Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?   

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Eutanásia/Aborto-Sim ou Não?
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