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 Ciência

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Beladona

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MensagemAssunto: Re: Ciência   Dom 13 Maio - 14:08

in Diário Digital de 13-05-2007

HIV TEM NOVO MECANISMO PARA EVITAR SISTEMA IMUNOLÒGICO

O vírus HIV consegue evitar a ativação do sistema imunológico quando interage com as células dendríticas,um tipo de célula de imunização que se encontra habitualmente sob as mucosas e que se encarrega de vigiar a entrada de agentes patogénicos no organismo.

Segundo revela um estudo publicado hoje pela revista científica britânica Nature,a interacção entre o HIV e as dendríticas impede que estas células,que representam 1% do total de linfócitos e desempenham um papel crucial para iniciar a resposta imune,possam activar o sistema imunológico.

Dirigida por Alison Simmons,do Instituto de Medicina Molecular Weatherall,da universidade inglesa de Oxford,a pesquisa avaliou o efeito da interacção entre o HIV e o DG-SIGN,um receptor proteínico que se encontra na superfície das células dendríticas.

Segundo os resultados do estudo,esta interacção não só impede que as células dendríticas possam desenvolver a resposta imune,mas aumenta a possibilidade de propagar o vírus aos próximos linfócitos T.

Os linfócitos são os responsáveis pela resposta imune das células e pelas funções de cooperação para o desenvolvimento de todas as formas de resposta imunológica.Por isso,ao ser infectado pelo HIV,multiplica-se a produção do vírus.

Os resultados deste novo relatório revelam como o HIV consegue evadir a atividade imunológica das células dendríticas e,ao mesmo tempo,amplifica a própria multiplicação do vírus.

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MensagemAssunto: Re: Ciência   Sex 18 Maio - 17:27

in DN de 18-05-2007

E da jornalista Filomena Naves

Portuguesas desfazem mito com cem anos

Biologia.Trabalho abre a porta a novas formas de diagnóstico de várias doenças

Descoberta tem implicações para doenças como o cancro

Duas investigadoras do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC),em Oeiras,Mónica Bettencourt Dias e Ana Martins,publicam hoje na revista Science uma descoberta sobre a formação de uma pequena estrutura celular:o centrossoma.Mas,se esta é uma nova visão do que se passa no universo minúsculo da célula,as suas implicações repercutem-se muito para além dele.Com o seu trabalho,as duas portuguesas desfazem um mito com cem anos na biologia e abrem portas a novos estudos na área do cancro e de outras doenças.
O centrossoma é uma pequena estrutura na célula-situada junto ao núcleo onde está guardada a informação genética (o DNA)-que tem por função determinar a forma (o esqueleto) da própria célula."Cada célula tem um só centrossoma,mas em doenças como o cancro,por exemplo,há mais do que um",explica Mónica Dias,principal autora do estudo e responsável do laboratório de Regulação do Ciclo Celular,no IGC,onde o trabalho foi desenvolvido.
Uma pergunta impunha-se,então:como se forma afinal o centrossoma?Pensava-se desde que ele foi identificado,há um século,que o centrossoma,para se formar,precisava de um molde para que uma cópia pudesse ser feita durante a reprodução celular.As jovens investigadoras do IGC descobriram,porém,que não é assim,e com isso baniram uma ideia feita (e errada) na biologia.
Para se formar,o centrossoma necessita apenas da presença de uma molécula chamada SAK,que deve estar activa na célula.
A partir daqui,levantam-se novas questões.Como funciona exactamente esta SAK e que outras moléculas "trabalham"com ela para produzir o centrossoma?Como é que ela se desregula e acaba por estar associada a doenças como o cancro,a infertilidade ou os rins policísticos (com quistos)?
As respostas estarão no trabalho que se segue."Vamos agora estudar como funciona esta molécula e já temos algumas ideias",adianta Mónica Dias,que regressou há meses a Portugal,depois de nove anos a trabalhar,primeiro em Londres e depois na universidade de Cambridge,justamente nesta área.A colaboração de investigadores de Cambridge no trabalho hoje publicado na Science,tem aliás origem nisso.
Quanto ao seu regresso a Portugal,Mónica Dias não esconde o entusiasmo."Era a altura certa.Neste momento pode fazer-se muito boa ciência em Portugal",garante.

----------//----------

Artigos publicados
Esta é a primeira vez que a investigadora Mónica Dias,de 33 anos,publica o seu trabalho na Science.Mas a molécula SAK,na base do mecanismo celular agora desvendado,é um velha conhecida sua,do trabalho que fez na universidade de Cambridge,e que lhe valeu a publicação de um artigo na Nature,em 2004.
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MensagemAssunto: Re: Ciência   Qua 23 Maio - 12:22

in Público de 23-5-07
Da jornalista: Teresa Firmino
Vírus da hepatite C pode ser eliminado para sempre do organismo
Nos doentes que respondem aos tratamentos,os cientistas dizem que pode agora falar-se de uma cura
-------
Até agora,não se sabia se alguém com hepatite C crónica poderá ver-se livre do vírus para sempre.Pela primeira vez,um estudo a longo prazo provou que o vírus pode ser eliminado do organismo,com os medicamentos existentes.
O vírus da hepatite C foi identificado em 1989 e não existe,até agora,uma vacina que o combata.Há quem,em contacto com o vírus,o consiga eliminar de forma natural.Mas 85 por cento dos casos de hepatite C tornaram-se crónicos,podendo evoluir para cirrose e cancro do fígado.
É uma epidemia silenciosa,que afecta cerca de 200 milhões de pessoas no mundo e se transmite pelo sangue,seringas e relações sexuais.Anos depois da infecção,quando o fígado já foi destruído,surgem os sintomas:cansaço,mal-estar e náuseas.
Para combater a infecção,usam-se dois medicamentos,o interferão peguilado e a ribavirina,que,nos piores casos,têm de ser tomados durante 12 meses.A curto prazo,sabe-se que fazem desaparecer o vírus até cerca de 50 por cento dos doentes crónicos (valores que dependem do tipo de vírus da hepatite C).Permanecia,no entanto,uma incógnita:será que,a longo prazo,o vírus voltaria a surgir em níveis detectáveis?
A equipa de Mitchell Shiffman,da Virgínia Commonwealth University,nos EUA,acompanhou,durante sete anos,996 doentes que responderam ao interferão e à ribavirina.Anteontem,apresentou os resultados na conferência Digestive Disease Week,na cidade de Washington.
"Mais de 99 por cento dos doentes que responderam ao tratamento permaneceram livres do vírus mais de cinco anos.O vírus só regressou em oito e,em dois casos,suspeitamos de que os doentes voltaram a ser infectados porque tiveram comportamentos de risco",disse Mitchell Shiffman ao Público,num e-mail."Se há uma resposta ao tratamento,podemos dizer com segurança que há uma cura para o vírus da hepatite C".
No jornal The Washington Post,o cientista sublinhou ainda a importância da investigação:"É o primeiro estudo a longo prazo que confirma o que acreditávamos há muito tempo:que estes indivíduos estão verdadeiramente curados da hepatite C"
Portanto,estas são boas notícias para os doentes,que estão sempre receosos de um eventual regresso do vírus,sublinha Shiffman,citado pela BBC on line.
Também para o gastrenterologista Luís Tomé,presidente da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado,esta notícia é "importante",comentando-a só com base na informação dada pelo Público."Até agora,os estudos mostravam que o vírus desaparecia seis meses depois de o tratamento ter acabado.É um sinal de cura.Mas não se sabia se o vírus era anulado para sempre.Este estudo demonstra que a resposta ao tratamento é sustentada a longo prazo."
Nem todos os doentes são tratados,porque os medicamentos têm efeitos secundários difíceis de suportar,como sintomas gripais e dores no corpo.O seu estudo,diz também Shiffman,mostra agora por que se deve tratar a hepatite C.
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MensagemAssunto: Re: Ciência   Sex 22 Jun - 17:11

Combate a Parkinson avança com português
Há muitas incógnitas sobre a doença de Parkinson-o que a causa ou quais são os mecanismos nela envolvidos-,mas um grupo de investigadores de Harvard,de que faz parte o português Tiago Outeiro,deu agora um novo passo para a compreensão dos seus mecanismos moleculares e para o desenvolvimento de uma futura droga para combater a doença.
O grupo desenvolveu um composto químico que,pela primeira vez,em testes laboratoriais,in vitro e em moscas do vinagre,demonstrou travar a morte das células afectadas na Parkinson.A descoberta é publicada hoje na revista Science.
"É um passo importante,porque nos permite agora trabalhar no desenvolvimento de uma droga capaz de atacar as próprias causas da doença",disse ao DN Tiago Outeiro,que não quis,no entanto,avançar prazos para a disponibilização de um futuro medicamento."Queremos avançar rapidamente,mas há ainda muito trabalho pela frente,há muitos testes de segurança a fazer,é muito difícil avançar um prazo".
A investigação da equipa permitiu estabelecer pela primeira vez uma relação molecular entre os mecanismos do envelhecimento e os da própria doença,um avanço importante na compreensão desta patologia.
A doença de Parkinson resulta da morte progressiva de um grupo específico de células cerebrais,os neurónios dopaminérgicos,que se localizam numa região chamada substância negra,no interior do cérebro.
Os compostos químicos desenvolvidos pelo grupo-que já no ano passado tinham dado origem a um artigo na Science-demonstraram funcionar como protectores destes neurónios dopaminérgicos."O que verificámos foi que eliminam a toxicidade da proteína que,nesta doença,se deposita nas células e provoca a sua morte",explica Tiago Outeiro.
O cientista português fez o trabalho em Harvard,onde estava há anos,mas regressou agora a Portugal,para aqui desenvolver,no Instituto de Medicina Molecular,a mesma linha de investigação.
in DN de 22-06-07
escrito por: Filomena Naves
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MensagemAssunto: Re: Ciência   Sex 27 Jul - 8:56

Parecer sobre projectos do PS e do Bloco de Esquerda
Células estaminais: Conselho de Ética defende autorização do dador
27.07.2007 - 15h25 Lusa


O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) recomendou hoje que a lei sobre a investigação em células estaminais humanas preveja o consentimento expresso e escrito do dador, num parecer sobre os projectos de lei do PS e do Bloco de Esquerda.

O CNECV considera que a questão do consentimento por parte dos doadores de células estaminais humanas é central e "não está bem tratada" no projecto.

"Os presumíveis dadores são informados, previamente, de forma completa e compreensível da colheita que vai ser efectuada e das utilizações que vão ser dadas aos produtos colhidos, incluindo o seu uso em investigação. Este consentimento é dado livremente após a prestação da informação e deve ser expresso por escrito", são algumas das premissas que, para o CNEV, devem fazer parte da legislação.

O conselho considera ainda que, para usos futuros, o consentimento deve poder ser retirado a qualquer momento, sem penalizações para o dador.

"Interesses da pessoa devem prevalecer sobre os interesses da investigação"

"No caso do projecto do PS, centrámo-nos sobretudo na questão do consentimento", admitiu a presidente do conselho, Paula Martinho da Silva.

"Os interesses da pessoa devem prevalecer sobre os interesses da investigação", disse, acrescentando que "a melhor forma de proteger o cidadão é dar-lhe voz activa no consentimento".

O projecto do PS considerava que o consentimento da doação de células a partir de tecidos adultos ficava presumido quando, no prazo de oito dias a contar da colheita, o dador não se opunha por escrito à sua utilização.

Para o conselho, este modelo de "consentimento anónimo é eticamente inaceitável".

Projecto do BE só aborda células estaminais embrionárias

Em relação ao projecto de lei do Bloco de Esquerda, os conselheiros lamentam que o documento se cinja apenas à apreciação das células estaminais embrionárias.

"Hoje em dia existem muitas outras origens, como as células provenientes de aborto ou as do líquido amniótico", contrapôs Paula Martinho da Silva.

O parecer da CNECV surge a pedido da Comissão Parlamentar de Saúde, que está a fazer uma proposta de lei que congregue as propostas do PS e do Bloco de Esquerda e que tenha contributos da comunidade científica.

As maiores expectativas da comunidade científica em relação às células estaminais embrionárias relaciona-se com a possibilidade de se encontrar soluções para doenças hoje sem cura, como a diabetes, o Alzheimer ou Parkinson.

A mais curto prazo, a aplicação das células estaminais adultas em terapias regenerativas pode contribuir para o combate à osteoporose e artrites, à semelhança do que já acontece numa investigação na Universidade do Minho, que é líder em termos europeus, e que funciona na prática em diversos modelos animais.

Paula Martinho da Silva pediu hoje uma rápida regulamentação da lei da procriação medicamente assistida, que está nove meses atrasada

"Era desejável que a lei fosse regulamentada no mais curto espaço de tempo. Vinte anos sem lei da procriação medicamente assistida já foi muito tempo", comentou.
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MensagemAssunto: Re: Ciência   Qua 1 Ago - 17:07

in DN de 01-08-07

Encontrado gene que dá mais hipótese de ser canhoto

Cientistas de Oxford descobriram o primeiro gene ligado à possibilidade de se ser canhoto. Aparentemente envolvido no risco de desenvolvimento de esquizofrenia, o gene LRRTM1 parece ter um papel importante na definição de que partes do cérebro controlam determinadas funções.

A equipa britânica conclui, no seu estudo, que o gene identificado é responsável pela mudança de simetria que se verifica nos cérebros humanos: nos canhotos, o lado esquerdo do cérebro controla as emoções e o direito a linguagem; nas pessoas dextras, que são 90% do total, a situação é inversa.

A esquizofrenia tem a ver com desequilíbrios nas funções cerebrais e os cientistas afirmam que os canhotos não devem preocupar-se, pois há muitos outros factores ligados a esta doença.
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MensagemAssunto: Re: Ciência   Sex 10 Ago - 12:44

Depois de cientistas terem chegado à conclusão de que, ao contrário do que se pensava até agora, os europeus e os asiáticos tinham antepassados comuns não existentes em África...Vem no DN de 10-08-07 que:

Homo Erectus não descende do Habilis

O Homo Habilis, que era considerado até agora antepassado do Homo Erectus, viveu, afinal, lado a lado com ele durante muito tempo, na África Oriental. A descoberta é de um grupo de cientistas liderado por Fred Spoor, do University College de Londres, que assim abala a actual visão da evolução humana.

Os cientistas estudaram dois novos fósseis descobertos em 2000 na margem leste do lago Turkana, no Quénia. Um era um maxilar superior de um Homo Habilis, datado de 1,44 milhões de anos (o mais antigo descoberto até agora) e outro era um crâneo de um Homo Erectus notavelmente bem conservado e, paradoxalmente, mais antigo, com 1,55 milhões de anos. Segundo a equipa, que publicou o estudo na última edição da Nature, a descoberta contraria as teorias actuais e prova que as duas espécies de hominídeos não se sucederam na escala da evolução, mas conviveram, provavelmente um milhão de anos, na bacia do Turkana. Isso, escreveram os autores, torna "pouco provável" que o Homo Erectus tenha evoluído a partir do Habilis. Ambos terão vindo de um antepassado comum e não se cruzaram entre si, tendo cada um ocupado um nicho ecológico próprio.
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MensagemAssunto: Re: Ciência   Sex 10 Ago - 13:51

in DN de 10-08-07
Da jornalista Filomena Naves

Bactérias adaptam-se mais depressa do que se pensava

A capacidade adaptativa das bactérias é mil vezes superior ao que se supunha até agora. esta é a grande novidade-e uma surpresa para a comunidade científica-de um trabalho desenvolvido por quatro investigadoras portuguesas no Instituto Gulbenkian de Ciências (IGC), em Oeiras, e publicado hoje na revista Science.

As implicações desta descoberta na medicina, no capítulo da resistência aos antibióticos, são evidentes, já que permitem passar a quantificar este processo para o perceber melhor. Mas não fica por aqui o alcance do trabalho. Se se pensar que o processo de desenvolvimento do cancro passa pela proliferação celular descontrolada, devido a uma mutação, é possível imaginar uma abordagem do problema a partir deste ângulo.

Esse é justamente um dos caminhos que Isabel Gordo, a coordenadora da equipa que publica hoje na Science, pensa explorar no futuro, já que é uma abordagem promissora, "Leonor Parreira, uma colega aqui no IGC, leu o artigo e perguntou-me "porque não fazer o mesmo para uma linha celular?". Vamos tentar explorar esta via", adiantou Isabel Gordo ao DN.

As mutações genéticas, que acontecem completamente ao acaso, são um dos mecanismos fundamentais da evolução, juntamente com a selecção natural. Darwin postulou-o em Novembro de 1859, no seu famoso e muito polémico livro: On the Origin of Species (A Origem das Espécies). Quase 150 anos depois, o trabalho desenvolvido durante os últimos três anos por Isabel Gordo, Lília Perfeito, Lisete Fernandes e Catarina Mota vem clarificar e quantificar este processo, que "é importante para explicar a diversidade das espécies".

A bactéria com a qual trabalharam as cientistas em Oeiras chama-se Eschericia coli e é uma das muitas que vive no organismo humano. Para avaliar a taxa de mutações que ocorrem nesta bactéria, as investigadoras estudaram a sua linha evolutiva em mil gerações. "As bactérias dividem-se muito rapidamente e por isso foi possível seguir a sua evolução ao longo de mil gerações. Para fazer um estudo semelhante nos seres humanos seriam necessários 20 mil anos", diz a coordenadora da equipa.

Outro trunfo de que dispunham era um método muito fino de identificação de mutações, o que lhes permitiu identificá-las todas. E isso foi decisivo para os resultados. "Quando olhámos para os nossos dados e os analisámos percebemos de imediato que eram muito importantes", lembra Isabel Gordo. Uma mutação benéfica em termos adaptativos em cada 150 é "um resultado surpreendente". Pensava-se até agora que era uma em 150 mil e é possível que essa taxa seja comum a outros organismos. Tentar perceber isso, que genes foram alterados nestas bactérias e qual a sua função são alguns dos caminhos de trabalho que se abrem a partir daqui.
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MensagemAssunto: Re: Ciência   Dom 19 Ago - 16:29

in Agência Lusa de 19-08-07
de Cecília Malheiro

Alerta de tsunamis no Algarve

Dezanove cientistas a bordo do navio de investigação italiano "Urania" levantaram ferro do cais de Faro, Algarve, para colocar no fundo do mar a primeira estação-piloto de alertas precoce de tsunamis (onda gigante).

Durante o fim-de-semana, conforme as condições meteorológicas, a equipa de cientistas pretendia instalar no fundo marinho, a cerca de 80 milhas (150 quilómetros) da ponta de Sagres e perto do Golfo de Cádis, um observatório baptizado "Geostar" para medir os níveis sísmicos da área e estudar um eventual tsunami.

O "Geostar" está equipado com sismógrafos e sensores capazes de efectuar levantamentos geológicos e geofísicos e prevenir eventuais tsunamis a partir do fundo do mar.

O observatório "Geostar" vai ficar submerso numa área onde se registam muitos sismos e tsunamis e durante cerca de um ano vai ser estudada a área junto ao Algarve onde há muita actividade tectónica, explicou o coordenador do projecto, Nevio Zitellini, do Instituto de Ciências Marítimas em Bolonha (Itália), à agência Lusa.

Na Ásia existe equipamento capaz de alertar a população da existência de tsunamis passada uma hora, mas no Mediterrâneo a estratégia tem de ser diferente, o desafio é realizar a vigilância dos tsunamis na falha tectónica. "Vamos monitorizar a área tectónica directamente", esclareceu Nevio Zitellini, reiterando que o Algarve está muito perto de zonas de risco de sismos e tsunamis.

"Saber quando é que vai aparecer uma onda gigante e poder alertar em tempo útil as pessoas de todo o mundo, mas também e principalmente as que estão junto à costa marítima é um dos grandes objectivos do projecto europeu "Nearest", acrescenta o coordenador do projecto Nevio Zitellini.

Primeira resposta

A implementação no fundo marítimo de um protótipo que detecta tsunamis é a primeira resposta que surge para Portugal, mas também para toda a zona do Atlântico e Mediterrâneo, zonas onde não existia nenhum sistema de alerta global. Os trabalhos que decorrem ao largo da costa algarvia constituem "uma das maiores experiências deste género feitas em todo o Mundo", explicou Paolo Favali, cientista do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Roma, Itália, que integra o projecto financiado pela União Europeia.
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MensagemAssunto: Re: Ciência   Dom 26 Ago - 13:37

in DN de 26-08-07
de P. F. E.

Técnica inovadora recria vida "fora do corpo"

O fenómeno vivido por pacientes em coma ou durante cirurgias complexas pode passar a ser induzido artificialmente. Uma técnica desenvolvida por académicos britânicos e suíços permite reproduzir a experiência de ver o corpo fora dos seus limites físicos. A utilidade desta técnica está ligada à possibilidade de os cirurgiões operarem de forma remota. E também pode ser utilizada na melhoria das capacidades dos jogos de realidade virtual.

A experiência "fora do corpo" consiste na utilização por pessoas saudáveis de óculos compostos por dois ecrãs de vídeo, um para cada olho. Cada ecrã transmite imagens de uma câmara diferente colocada atrás do participante e, tendo em conta que as duas imagens são assimiladas pelo cérebro como uma, a pessoa vê a sua imagem de costas projectada à frente.

Quando o participante é tocado pelos responsáveis da experiência com uma caneta nas costas, apercebe-se desse movimento tanto em simultâneo como com um ligeiro diferencial no tempo. No final, os voluntários submetidos a esta experiência revelaram que a sensação do toque da caneta foi-lhes dada pela imagem virtual projectada pela câmara, dando-lhes a ideia de que o corpo virtual é o seu verdadeiro corpo e não um holograma.

"As experiências "fora do corpo" fascinaram a humanidade durante milénios- a sua existência levantou questões fundamentais acerca da relação entre a consciência humana e o corpo, e tem sido muito discutida na teologia, filosofia e psicologia", explicou Henrik Ehrsson, um dos responsáveis pela experiência, citado pelo britânico The Guardian.

"Apesar de as experiências terem sido registadas em determinadas condições clínicas, a base neurocientífica deste fenómeno permanece pouco clara", acrescentou o mesmo cientista, que desenvolveu a técnica na University College London.

Clinicamente, a sua utilidade permite cirurgias a milhares de quilómetros de distância através de um robot virtual. Refira-se que a sensação de estar "fora do corpo" já aconteceu a uma em cada dez pessoas, seja de forma espontânea, entre a vida e a morte ou através do uso de drogas e álcool.
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MensagemAssunto: Re: Ciência   Qui 4 Out - 12:50

in DN de 04-10-07

"Nature". Descoberta forma de anestesiar a dor sem perder as outras funções do corpo

Investigadores norte-americanos descobriram que a combinação de um anestésico com a substância que faz as malaguetas serem picantes bloqueia a dor sem prejudicar o movimento ou outras sensações como o toque, contribuindo para o tratamento da dor crónica.

O estudo, divulgado esta semana na revista "Nature", sugere melhorias no tratamento da dor com um método que, segundo os investigadores, pode ser largamente usado em procedimentos cirúrgicos e até em crianças de berço. A descoberta pode ainda levar a novos tratamentos para ajudar os milhões de pacientes que sofrem de dores crónicas.

Os analgésicos usados actualmente nas cirurgias obstruem a actividade de todos os tipos de neurónios causando torpor, paralisia e outras perturbações do sistema nervoso.
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MensagemAssunto: Re: Ciência   Qua 10 Out - 15:15

in DN de 08-10-07

Cromossoma criado em laboratório

Craig Venter, biólogo que dedicou muito do seu trabalho à descodificação do genoma humano, anunciou que conseguiu sintetizar um cromossoma no seu laboratório. Este feito é visto como o primeiro passo para a eventual criação de vida artificial na Terra. Porém, como avançou ao "El Mundo" fonte do centro de investigação ligado a esta descoberta, só daqui a meses os resultados deste projecto de investigação serão divulgados numa publicação científica. Mesmo antes desse momento pode desde já antecipar-se acalorado debate ético sobre questões ligadas à criação de vida artificial em laboratório.

A equipa de 20 especialistas em biologia molecular reunida por Venter e dirigida pelo norte-americano Hamilton Smith (galardoado com o Prémio Nobel da Medicina em 1978) conseguiu criar em laboratório um cromossoma sintético.

Recorrendo a substâncias químicas sintetizadas em laboratório juntaram as pequenas "peças" de um cromossoma de 381 genes, que contém 580 mil pares de bases.

A sequência de ADN baseou-se na de uma bactéria, a "Mycoplasma genitalium". daí que o cromossoma reconstruído em laboratório tenha merecido como nome "Micoplasma laboratorium.

O sucesso da montagem do cromossoma artificialmente sintetizado será medido numa experiência ainda a realizar. A equipa já transplantou, de uma para outra bactéria viva, o cromossoma em questão, e com sucesso. Craig Venter garantiu que igual resultado poderá ser obtido com o transplante do cromossoma artificialmente sintetizado.

O polémico Venter, diz o "El Mundo", terá levado a cabo uma detalhada revisão de questões bioéticas antes de completada a experiência. E as reacções não se fizeram esperar. Pat Mooney, director do Grupo ETC (organização bioética canadiana) defende que a experiência deve levantar o debate. E lembra que esta descoberta poderá ter fins úteis para a humanidade.
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